Dessa vez não teve Kim Kardashian na primeira fila – só sua mãe, Kris Jenner, e seu marido, Kanye West. Na passarela, Kendall Jenner e Gigi Hadid surgiram loira e morena respectivamente (calma, era peruca). É que o inverno 2016 é mais sobre continuidade do que rupturas. Continuidade, no caso, da visão de Olivier Rousteing, diretor de criação, celebridade e entusiasta do Instagram, de propor uma moda para mulheres com curvas reais (por mais que suas modelos tenham silhueta mais reta do que curvilínea). E assim, o acessório mais quente da estação vira protagonista. Corsets e espécie de cintas modeladora deluxe afinam a cintura e colocam o foco nos quadris – volumosos, estruturados e inflados.

 Leia mais: Street Style: os melhores looks da PFW inverno 2016

Os anos 1980 estão em alta nesta temporada, mas aqui, é verdade, eles nunca saíram de cena. Bem como o maximalismo, que agora ganha todo um repertório rococó à la Versailles. Brocados, estampas, pérolas e tassels cobrem o preciosismo artesanal que já se provou hit de vendas, apesar dos muitos dígitos na etiqueta. Porém, o que mais chama atenção vai no caminho oposto. São looks de alfaiataria oversized, com ecos de Claude Montana, que se conectam à estética soft power que vem angariando inúmeras fãs ao redor do mundo. Afinal, se a realidade feminina é tão importante para Rousteing, é preciso lembrar que nem só de festas e brioches se vive hoje em dia.