Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Athleisure não foi o primeiro movimento que levou a roupa de ginástica para a rua, mas é dele o mérito de, desde 2014, correr com sneakers para escritórios e festas e misturar activewear com alfaiataria, resultando em um visual menos formal e mais confortável.

SIGA A BAZAAR NO INSTAGRAM

Era o início desse movimento quando Luciana Mantegazza, depois de dois anos de pesquisas, resolveu criar a Balletto, inspirada ainda no revival do balé clássico e surgimento da modalidade fitness. É essa antena para o novo que agora direciona a marca para a versão 2.0 da estética, que combina estilo, tecidos high tech e soluções que multiplicam as peças no closet.

“Tenho buscado cada vez mais informação de moda”, diz a empresária e diretora criativa. Luciana tem visto suas pesquisas se desdobrarem em peças com pegada fashionista que deixam o visual mais moderno e sofisticado para quem, como ela, se equilibra nas pontas de sapatilhas em busca de bem-estar e não abre mão de peças para encarar o dia a dia sem erro: minimalistas e funcionais, perfeitas para serem usadas em camadas. “Essa vertente cresceu tanto que hoje 70% da coleção é voltada para o casual-urbano e 30% para a dança e fitness”, afirma.

O visual, sempre high-low, coloca abaixo fronteiras tradicionais ao misturar moda casual e formal, esporte e fashion, descontração e elegância. Um dos trunfos são as peças com passe livre para circularem nos mais diversos ambientes, feitas com tecidos inteligentes, como os que melhoram a elasticidade da pele e reduzem a aparência da celulite e têm secagem ultrarrápida, por exemplo.

“Para mudar a cara do look é só trocar os acessórios”, conta Luciana, que, para nosso encontro, apostou em saltos poderosos para dar upgrade a um conjunto com pegada esportiva, alma de alfaiataria e toque empapelado resistente àquelas dobras que, em um piscar de olhos, costumam tirar as roupas do modo impecável.

Na nova coleção, batizada de “Doppia” – duplo em italiano -, a empresária e diretora criativa conta que inseriu seda e couro, além do tule, para acentuar o caráter street de itens que seguem um caminho que ela começou a trilhar no ano passado, com a jaqueta corta-vento que se transforma em bolsa como em um passe de mágica – a nova versão vem no brilhante material plastic.

“São peças que se multiplicam, como a calça saruel que vira jaqueta ou blusas dupla-face com zíperes destacáveis e reversíveis”, diz, acrescentando, bem-humorada, que botões e outros aviamentos têm sido ótimos aliados. “Adoro, principalmente os italianos.”

Outra evolução do athleisure diz respeito à conexão das coleções com esportes da vida real. “O que para nós sempre foi uma verdade, com a conexão com todas as vertentes da dança, que é cultura, é arte. Quero ressaltar isso como um estilo de vida”, reforça Luciana.

Coleções-cápsula em parceria com nomes consagrados nos palcos, como os brasileiros Thiago Soares, primeiro bailarino do Royal Ballet de Londres, e Luiza Lopes, primeira solista do Royal Swedish Ballet, são frequentes. Figurinos para espetáculos de companhias de dança, também.

No ano passado, ela desenvolveu as roupas usadas pelos bailarinos de “A Sagração da Primavera” – que ganhou nova temporada este mês no Theatro Municipal de São Paulo – e Danças e Quimeras, do Balé da Cidade de São Paulo, além do ensaio aberto de Eternos, da Anacã.

Em paralelo, a marca reverte parte da renda de algumas ações especiais de venda para entidades beneficentes, como o projeto Novos Sonhos, que ajuda crianças carentes que moram na região da Cracolândia, no centro de São Paulo, oferecendo aulas de balé clássico.

E, constantemente, faz doações de peças para bailarinos e jovens carentes. É neste caminho que Luciana mantém a marca em perfeito equilíbrio e pronta para encarar o futuro.

Leia mais:
Balletto comemora cinco anos com pré-coleção
Balletto apresenta collab com a bailarina Luiza Lopes
Balletto vive novo momento aumentando sua oferta de casual wear