Foto: reprodução
Foto: reprodução

Por Victoria Ranieri

Gema cristalina em tons de azul com nuance azul-esverdeada bem característica, a água-marinha é uma das mais tradicionais pedras brasileiras e de grande procura mundial. Avaliada pelo seu tom – quanto mais escura mais rara e valiosa -, a pedra é conhecida por ter energias calmantes, que reduzem o estresse e aquietam a mente.

A água-marinha Dom Pedro - Foto: reprodução
A água-marinha Dom Pedro – Foto: reprodução

Uma das lendas da Grécia antiga conta que os cavalos marinhos roubaram as águas-marinhas do tesouro das ninfas, espalhando-as pelas praias, onde os homens as encontrariam. Graças a essa historia e à sua coloração a pedra também ficou conhecida por proteger os que estão no mar.

A maior água-marinha do mundo, encontrada no Brasil, em 1980, foi batizada de Dom Pedro. O cristal bruto pesava 27 quilos e, em 1992, foi levado para a Alemanha, onde foi lapidado em forma de obelisco por um dos maiores especialistas do mundo no corte de cristais, Bernd Munsteiner. Dom Pedro tem 35,5 cm de altura, pesa dois quilos e foi doada ao acervo do Museu de História Natural do Instituto Smithsonian, em Washington, pelo casal de empresários Jane Mitchell e Jeffery Bland.

À esquerda, a Rainha Elizabeth II com o colar original e, à direita, a Rainha com a pedra principal do colar em sua coroa - Fotos : reprodução
À esquerda, a Rainha Elizabeth II com o colar original e, à direita, a Rainha com a pedra principal do colar em sua coroa – Fotos : reprodução

A produção da pedra é tão forte no Brasil, que, em 1953, o então presidente brasileiro Eurico Gaspar Dutra presenteou a Rainha Elizabeth II por sua coroação com um colar combinando com brincos de águas marinhas e diamantes. Logo depois, a Rainha fez uma diadema onde a pedra central foi retirada e adaptada à uma outra tiara, dada por Roberto de Abreu Sodré , então governador de São Paulo, em 1968.

Em nossa galeria você confere uma seleção das joias mais bacanas com a pedra. Clique!