Desfile de inverno 2013 da Dolce & Gabbana - Foto: Getty Images
Desfile de inverno 2013 da Dolce & Gabbana – Foto: Getty Images

Nas recentes temporadas, os universos gótico e bizantino conduziram a lista das tendências prediletas da moda global. Para o inverno 2013, a missa continua. Além de claras referências aos trajes típicos de bispos e cardeais, o hábito das freiras ganha releituras para usar na vida ou no red carpet. Entre as estampas, brilha uma profusão de vitrais e de figuras sacras. Maximalista ou clean, existem diversas formas de dizer amém para o movimento.

A italiana Dolce & Gabbana abraça a referência e, ignorando as acusações de cunho sexual que pairam sobre o Vaticano, foca nos mosaicos da catedral de Monreale, na Sicília. Os desenhos opulentos da construção decoraram ao menos 20 dos 75 looks do último show. Mais: coroas cravejadas de pedrarias e muito vermelho, cor oficial das vestes dos cardeais, mas também do tapete por onde vestidos como os rendados da entrada final certamente desfilarão.Sarah Burton bebeu da fonte religiosa no pre-fall 2013 de Alexander McQueen, com inclinação anglicana, e mergulha no catolicismo para o inverno.. Imagem bem diferente da escolhida por Nicola Formichetti para seu derradeiro desfile na direção da Mugler que  fechou o desfile com entradas nas quais a típica touca branca das freiras arrematava looks ora sessentinhas, ora hi-tech. Na Valentino e na revelação inglesa J.W. Anderson os hábitos variam de comprimento, para assumir faceta de little black dress e servir de uniforme ladylike. Já Gareth Pugh aciona seu lado mais dramático nos looks inspirados em mulheres do Leste Europeu, cujas saias compridas em A e coletes alongados poderiam estar em uma cerimônia pagã. Até no grunge que mixa Bambi com biker da Givenchy sobra espaço para um print da Madonna – a Virgem Maria, não a popstar dos crucifixos – nos moletons, vistos também no masculino de Riccardo Tisci.

Assine a Harper’s Bazaar