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Hippie chic: inspire-se no visual da designer Julia Gastin

Ela leva sua filosofia de vida para a moda e o trabalho

by redação bazaar
Julia usa look de linho comprado na Grécia, babouche Cris Barros e acessórios de sua marca. Ao fundo, tapeçaria vintage e cadeiras Sergio Rodrigues - Foto: Lucas Bori

Julia usa look de linho comprado na Grécia, babouche Cris Barros e acessórios de sua marca. Ao fundo, tapeçaria vintage e cadeiras Sergio Rodrigues – Foto: Lucas Bori

Por Ana Ribeiro

Ainda que você não soubesse quem é Julia Gastin, a chegada dela ia chamar sua atenção. A roupa toda branca, o cabelão, o jeito charmoso, os colares dando muitas voltas no pescoço e, claro, a combinação de tudo: Julia não está nessa vida para passar despercebida.

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Mesmo que a escolha do dia seja jeans, camiseta e tênis, o chapéu de onça vai quebrar tudo e dar aquela assinatura única que ela transformou em marca registrada. “Sempre fui bem vaidosa e um pouco fora da curva”, explica. “Adolescente, eu era aquela menina que cortava a camiseta e colava algo em cima. Sou muito do adorno, chapéu, bolsa, pochete, tênis. Se você estiver com os acessórios certos e uma camiseta branca, tá tudo certo.”

Bonés e pochete de sua marca homônima, vaso e objetos comprados na Bahia e mesa de Adriana Varejão - Foto: Lucas Bori

Bonés e pochete de sua marca homônima, vaso e objetos comprados na Bahia e mesa de Adriana Varejão – Foto: Lucas Bori

Esse gosto que nasceu naturalmente acabou definindo seu destino profissional. Depois da faculdade de Moda na Cândido Mendes, no Rio, foi estudar em Paris e Milão. Olhando de longe, percebeu que era mesmo o Brasil, e suas referências multiculturais, a sua grande inspiração.

Trabalhou na Globo como figurinista, cuidou do look de Regina Casé no “Esquenta” durante cinco anos. “Chegou um momento em que fazer roupa já não era mais a minha, não estava 100% ali. Queria deixar o tecido e passar para outra esfera, metal, couro, palha. Quis me desafiar dentro da estética.”

Julia usa jeans vintage, top Verkko, tênis Nike e acessórios de sua marca - Foto: Lucas Bori

Julia usa jeans vintage, top Verkko, tênis Nike e acessórios de sua marca – Foto: Lucas Bori

Três anos atrás, criou a primeira peça da linha de joias artesanais que leva o seu nome, um brinco de búzios que virou febre. “Fiz 5 unidades, apareceram 40 pessoas querendo. Aí fiz mais 10, outras 50 pessoas pediram. Cheguei a 200 peças vendidas em um mês”, relembra.

Presilhas de cabelo e anel de sua coleção em cerâmicas Bordalo Pinheiro - Foto: Lucas Bori

Presilhas de cabelo e anel de sua coleção em cerâmicas Bordalo Pinheiro – Foto: Lucas Bori

Julia ficou um tempo entre a Globo e o ateliê até que, há um ano, saiu da TV para se dedicar, com exclusividade, à sua marca de “bijuteria com acabamento de joalheria”. “O que me inspira é esse olhar para tudo o que é natural, trabalhar com palha, búzios, conchas, madeira reutilizada, metal com banho de ouro. Tudo feito à mão, nada muito industrial.”

Julia usa quimono comprado em Israel, colares de sua marca e calça de seu acervo pessoa - Foto: Lucas Bori

Julia usa quimono comprado em Israel, colares de sua marca e calça de seu acervo pessoa – Foto: Lucas Bori

O ateliê e sua casa são o mesmo endereço, uma casinha térrea de vila no Jardim Botânico. Ali recebe os amigos da vida toda, a turma da moda e os clientes com hora marcada. A atual coleção é uma linha em homenagem a Iemanjá. “Sou filha de Iemanjá, sigo o candomblé, vou à igreja. Minha religião é o sincretismo, acredito no fluxo de energia: tudo em que você coloca energia volta para você”, explica. “Penso que, no final, tudo se fala, tudo tem o seu próprio deus.”

Sua casa, onde mora sozinha há dois anos, é uma mistura também. “Amo viajar. Minha casa é uma montagem de tudo o que colecionei pela vida. Tem muita referência brasileira e muita coisa do mundo também, que vou curtindo e misturando. E acaba ficando bom.”

Colar de concha - Foto: Lucas Bori

Colar de concha – Foto: Lucas Bori

Entre as viagens marcantes estão o Butão, com direito a um insight no templo budista Tiger’s Nest, e os dez dias que passou sozinha em Israel no ano passado. “Foi superforte, amei.” Isso sem contar as idas a Salvador, onde não perde o 2 de fevereiro, dia de Iemanjá.

Vestido e sapatos Cris Barros e acessórios de sua marca - Foto: Lucas Bori

Vestido e sapatos Cris Barros e acessórios de sua marca – Foto: Lucas Bori

Julia é filha única, tem 32 anos e muita coisa no guarda-roupa. “Ainda tenho ranço de figurinista, de ficar apegada às peças de acervo. Estou em uma transição de desapegar.” O acervo à disposição facilita seu estilo indefinido. “Tenho um pouco de tudo, gosto de brincar. Acho que se vestir é para se divertir também.”

Peças de parede garimpadas em viagens - Foto: Lucas Bori

Peças de parede garimpadas em viagens – Foto: Lucas Bori

E na vida gosta mesmo é de tudo junto ao mesmo tempo. “A mistura de andar na rua, ver as pessoas juntas, nada a ver e tudo a ver. Uma tribo com outra tribo que dá outra coisa, isso que é lindo. O legal é ver pessoas diferentes.”

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