No pescoço, colares de cruz maleável de ouro branco e rubis; de ouro branco e diamantes (ao centro); e de ouro branco, ródio negro e espinélio - Foto: José Cabaço
No pescoço, colares de cruz maleável de ouro branco e rubis; de ouro branco e diamantes (ao centro); e de ouro branco, ródio negro e espinélio – Foto: José Cabaço

Por Luigi Torre

Caimento, vestibilidade e conforto não são palavras que você escuta com frequência no mundo da joalheria. Mas são justamente essas as principais qualidades da linha de peças maleáveis da Talento – a partir deste ano, também disponíveis em versões coloridas, com espinélio, água-marinha, safira, rubi, tanzanita e turmalina paraíba. “Nossa ideia, desde o início, era criar joias para serem realmente vestidas”, explica o diretor da Talento, Jacques Rodrigues. E, assim, o que começou com uma aliança e um crucifixo de diamantes, em 2000, evoluiu para um linha completa, hoje composta também por pulseiras, brincos, anéis e colares. “Mas, muitas vezes, as peças ficavam poderosas demais. Queríamos uma joia para nossa mulher usar todo dia, sem deixá-la desconfortável”, explica ele, sobre a origem das rivieras mais simples e introdução de novas gemas.

Mais simples, porém não menos complexas e minuciosas. Espécie de evolução das joias articuladas, existentes desde o início da Talento, em 1990, as peças maleáveis são verdadeiros estudos matemáticos. “É um processo 100% artesanal, em que cada peça é encaixada individualmente, com tamanho certo e simétrico. Cada chatão (onde o diamante ou gema é cravado) é articulado no seguinte, formando uma espécie de malha, em um trabalho bem minucioso”, explica a designer Rachel Távora. “São joias para serem vestidas mesmo, mudam muito no corpo, pois são mais leves, flexíveis, fluidas e se adaptam perfeitamente a cada mulher”, continua ela. Em outras palavras, quase uma alta-costura de altos quilates.