Foto: Divulgação
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Desde criança, a carioca Mariana Giusburg sonhava em ser estilista, inspirada na maneira impecável que a mãe a vestia na infância e pelas revistas que usava como referência para desenhar roupas o mais glamourosas possível para suas bonecas.

Foi o que a levou direto para a graduação em Moda, mas entre croquis e modelagens de roupas ela começou a prestar atenção na força dos acessórios. Com o coração dividido, uniu roupas e joias de afeto na coleção de formatura. “Ainda durante a faculdade, comecei a trabalhar em marcas de moda, na Salinas e na A.Brand“, conta a designer que, aos poucos entendeu ser a joalheria mesmo sua praia.

Para dominar técnicas e conceitos, foi se especializar na Central Saint Martins, em Londres, no IED do Rio de Janeiro, e cursou ourivesaria na Escola Brasileira de Joalheria.

Foram três anos de estudos até que se sentisse pronta para lançar a primeira coleção, no final de 2017. Suas peças denunciam o gosto pela união de linhas livres e formas orgânicas moldadas em prata 925, eventualmente arrematadas por detalhes com banho de ouro amarelo 18 quilates e pérolas barrocas. “Chamo de minimalismo bold”, diz.

Sua coleção-cápsula mais recente, a “Buble”, foi inspirada em bolhas de sabão e reúne brincos e anéis sinuosos. É o sétimo conjunto de peças em menos de um ano de mercado, que vão de formas inspiradas em flores a formas mais abstratas, formando dois grandes grupos.

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“Gosto de ir criando aos poucos. Para o Natal, estou planejando algumas peças seguindo o mesmo estilo, mas com pérolas negras”, explica.

Na produção, conta com a ajuda de um profissional, que faz o molde de cera, e, às vezes, de um ourives quando os pedidos aumentam, mas quase sempre é ela quem passa a maior parte do tempo trabalhando sozinha na bancada do ateliê. “Vejo como um processo poético”, analisa.

As joias, delicadas e contemporâneas ao mesmo tempo, despertaram o interesse de nomes importantes da moda, como as estilistas Heloisa Faria, Flavia Aranha e Alessandra Affonso Ferreira, criadora da Sissa, além de Amanda Cassou, do antenado Gallerist, e Luiza Loyola, do WGSN.

Todas seguem o perfil de Mariana no Instagram, por onde, aliás, ela realiza boa parte de suas vendas. Suas coleções também podem ser adquiridas em seu site ou no showroom Espaço Autoral, no bairro do Humaitá, no Rio.

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No exterior, o primeiro ponto de venda foi a loja Beams, no Japão. “As clientes de lá adoram os anéis ‘Buble’, a argola ‘Pérola Barroca’ e o bracelete ‘Leaf'”, enumera. Em breve, planeja vender também na Inglaterra e no Canadá.

Há três meses, a designer de 26 anos foi apontada pela “Forbes” como talento emergente na nova safra de joalheiros brasileiros. O estilo que leva para suas joias reflete seu estilo de vida. “Amo morar no Rio de Janeiro, mas não sou de ir à praia. Prefiro exposições e sair para jantar”, explica, acrescentando que, talvez por isso, a temporada em Londres tenha sido essencial para moldar seu processo criativo.

Moda e joalheria, aqui, dão liga.

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