Por Luigi Torre

Não é só uma nova estética, mas também uma nova atitude que vem dando frescor à Jil Sander, sob direção criativa de Rodolfo Paglialunga. A essência, contudo, segue a mesma: minimalista, precisa, discreta. Mas se antes a imagem padecia de certa frieza ou sobriedade exacerbada, agora há leveza e até certo calor. Talvez em parte pelo jardim que o estilista italiano armou no centro da passarela do verão 2016, como um pequeno oásis. Assim, nesta sua terceira coleção para a marca, há todo um sentimento natural: formas afastadas do corpo e levemente desestruturadas; e tecidos mais leves e delicados, como os vestidos e blusas de seda.

A alfaiataria segue como ponto principal, mas até aqui há mais suavidade. As jaquetas trazem mangas volumosas ou com delicados recortes. Às vezes, se alongam até se tornarem vestidos-avental, sobre macacões de tricô. E,quando no seu corte mais tradicional, chegam sobre delicados vestidos de seda, com motivos de folhas em jacquard ou estampa.