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O desabafo de Gigi Hadid no Instagram

Modelo rebate criticas que vêm recebendo nas redes sociais e sugere uma mudança de atitude na era 2.0

by elav
Gigi na passarela de verão 2016 da Anna Sui, na NYFW - Foto: Getty Images

Gigi na passarela de verão 2016 da Anna Sui, na NYFW – Foto: Getty Images

A fama tem um preço muito alto, pode ser sufocante, principalmente quando a ditadura da beleza resolve agir. Veja o caso de Gigi Hadid, que deu uma pausa no circuito das semanas de moda para emitir uma declaração contra as críticas e comentários indiscretos, e às vezes ofensivos, que vem recebendo nas mídias sociais neste período. Cansada das reclamações sobre suas curvas, seu tipo de beleza, seu jeito de andar na passarela e das hipóteses levantadas sobre suas táticas para subir na carreira tão rapidamente, a filha de Yolanda H. Foster e Mohamed Hadid adicionou, na manhã desta segunda-feira (28.09), uma foto em seu perfil do Instagram com um desabafo:

Foto: reprodução / Instagram

Foto: reprodução / Instagram

“As pessoas estão sendo bastante ágeis para fazer comentários e tomar decisões negativas durante este mês de desfiles. Sim, eu sei que 99% das pessoas que fazem isso nas redes sociais não têm ideia do que estão falando, mas eu sou humana, e não vou mentir: toda essa negatividade me afetou. Cheguei à conclusão de que quando você chega a este ponto, é importante repensar porque você faz o que você faz. Qual é a sua mensagem, o que você tem a dizer ao mundo?

Não, não tenho o mesmo biótipo que as outras modelos nas passarelas. Não, não me acho a melhor de todas em desfile algum. Sim, quero ter um andar único, mas também sei que tenho que melhorar. Não, não sou nem a primeira nem a última modelo com um corpo diferente nesta indústria. Você pode criar todas as razões pelas quais você acha que estou onde estou, mas de verdade, trabalho duro e tenho confiança em mim mesma. Uma confiança que veio no momento em que a indústria da moda estava pronta para uma mudança. Só estou fazendo meu trabalho.

Represento uma imagem de corpo que não era aceita na alta-moda antes, e tenho muita sorte de ser apoiada pelos estilistas, stylists e editores: aqueles que sabem que isso é moda, é arte, e não podem nunca ficar estagnados. Estamos em 2015. Mas se você não é uma dessas pessoas, não desconte sua raiva em mim.

Sim, tenho peito, tenho abdômen, tenho bunda, tenho coxas, mas não estou pedindo tratamento especial. Me encaixo nas peças de desfile. Seus comentários maldosos não me fazem querer mudar meu corpo, não me fazem querer dizer não aos estilistas que me chamam para desfilar e, definitivamente, eles não fazem com que esses estilistas não me queiram mais. Se eles me querem, eu desfilo. Se não me querem, não. Se não gosta, não me siga, não me assista, porque não vou a lugar algum. Se eu não tivesse o corpo que tenho, não teria a carreira que tenho. Gosto de me considerar sexy. Tenho orgulho disso.

Eu já disse isso antes… Desejo que todo mundo chegue a um ponto em suas vidas onde possam falar sobre o que os inspira, e não tenham que perder tempo tentando destruir o outro. Se você não quer ser parte da mudança, pelo menos esteja aberta a ela, porque é inevitável que aconteça.”