Foto: Reprodução/Instagram/@hunterschafer

Transgênero, modelo, atriz e ativista. Aos 20 anos, o estilo de Hunter Schafer atraiu os olhares de toda a indústria do entretenimento por sua desenvoltura nas passarelas e durante seu primeiro trabalho na frente das câmeras, interpretando a personagem Jules, na série ‘Euphoria’, da HBO. Formada em artes, Hunter vem ganhando cada vez mais destaque no mundo da moda por fazer da estética, tanto de  seu estilo como cabelo e maquiagem, elementos de obras artísticas abstratas.

O estilo de Hunter Schafer

Foto: Reprodução/Instagram/@hunterschafer

Suas composições, em sua maioria, envolvem tons pastel e metálicos que fazem com que ela, com toda sua graciosidade, se assemelhe a um personagem de anime japonês. Embora esses traços beirem a excentricidade, Schafer é responsável por criar um novo conceito de feminilidade, este puramente feminino mas que vislumbra uma espécie de vertente contemporânea, que pode ser tendência para qualquer gênero e sexualidade.

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O pastel que a envolvem da cabeça aos pés ao se expandirem para além das vestimentas e adentrarem maquiagens e, até mesmo, o cabelo, Hunter é uma grande adepta do neon, dos florais e de peças de roupas geométricas – que não necessariamente marcam sua silhueta. Ou seja, as composições da artista estão sempre fugindo do básico e do discreto.

Foto: Reprodução/Instagram/@hunterschafer

Sua presença marcante já foi reconhecida por renomadas grifes de luxo. Schafer já foi modelo da Dior, Miu Miu, Calvin Klein Rick Owens, Helmut Lang, Tommy Hilfiger, Coach, Maison Margiela, Vera Wang, Marc Jacobs, Versus Versace, Emilio Pucci, Ann Demeulemeester e Erdem. Mas, mesmo assim, em entrevista à ‘Who What Wear’, a atriz confessou ser grande admiradora de designers mais novos, como Luar, Vaquera e No Sesso, que possuem, assim como ela própria, uma “abordagem menos convencional de beleza”. 

Maquiagem 

Foto: Reprodução/Instagram/@hunterschafer

Sua maquiagem trata de compor, junto às vestimentas, um visual que coexiste dentro da moda e da arte, tendo pouco a ver com, propriamente, uma questão de beleza em si. O delineado geométrico, as cores, a sobrancelha preenchida suavemente de maneira a parecer natural e a pele crua ficam esteticamente bonitos como consequência e não vêm como objetivo primário.

Cabelo 

Para os fios, ela costuma se manter firme com os clássicos platinados. Mas, por vez ou outra, é possível perceber que ela resgata tons pastel, como o rosé gold, com a ajuda de, possivelmente, tonalizantes, condicionadores e sprays temporários de cabelo. O resultado disso é um visual monocromático completo que adentra todas as partes de seus looks. 

Não há dúvidas de que o estilo de Hunter perpassa uma série de estigmas e questões sociais, colocando-se como referência, tanto para mulheres trans como cis. No entanto, mesmo que sua presença marque uma fase nunca vista antes no universo da alta costura de realmente abraçar e olhar para as particularidades de cada indivíduo como, verdadeiramente, uma obra de arte a ser exposta, ainda é preciso ressaltar que Hunter é o mais próximo que uma transgênero pode chegar do “modelo padrão”. Branca, magra, de olhos claros e extremamente feminina. Sim, ela é, de fato, icônica, mas sua presença nas passarelas também evidencia que ainda temos um longo caminho de inclusão a percorrer.

Foto: Reprodução/Instagram/@hunterschafer
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