Foto: Marcio Madeira

A segunda coleção de alta-costura de Raf Simons para a Dior – apresentada nesta segunda-feira (21.01), data do aniversário de Mounsier Christian Dior, em Paris – reforça uma nova, e ótima, fase para a maison francesa. Com a natureza e suas mudanças sazonais como ponto de partida, o designer belga saúda a primavera com muitas flores e delicadeza, em uma coleção orgânica e deslumbrante.

“Eu queria que o desfile fosse literalmente sobre as estações do ano,  com uma verdadeira ideia de primavera”, disse Simons no backstage. Seu jardim couture começa discreto, com looks minimalistas e apenas alguns toques vibrantes – vistos nas meias-calças flúo -, que logo são substituídos por uma série de vestidos de silhuetas ultra femininas, eterna característica da grife francesa.

O amor do estilista pela alfaiataria se mantém aceso e, a exemplo da coleção anterior, aparece nos terninhos e looks de tops tomara-que-caia e calças intermináveis. A beleza poderosa – com cabelos curtíssimos e bocas cintilantes – também se destaca, mas é o surpreendente mix de cores – de amarelos, laranjas, verdes e vermelhos vibrantes  -, as construções e os bordados preciosos que comandam o show. Combinações monocromáticas são intercaladas com sobreposições em tons pastel e longos vestidos repletos de aplicações florais, que surgem nas mais diversas formas e estilos – com destaque para os vestidos midi com volumes esculturais na parte de trás.

O jardim secreto de Simons é finalizado por uma série de vestidos de noiva, que, ao tempo em que carregam um perfume etéreo, ganham boas doses de drama em saias volumosas, de shape sereia, decotes estratégicos, além de babados dignos de um romance de primavera. Cabe até um blazer levíssimo, jogado displicentemente sobre o vestido final, tirando a pompa e dando ares cool ao look festeiro.