Por Sylvain Justum

Nem girlie e muito menos repleta de estampas. O verão do Cantão é maduro, clean e se ampara bem pouco no consistente trabalho de prints que tem marcado a trajetória da marca. Ironicamente, é do printing – ou impressão – que nasce a inspiração da coleção.

O universo da tipografia, dos livros, letras e números – que formam uma das raras estampas da coleção -, papel e carimbos – nas pegadas de tinta que as modelos deixavam na passarela ao caminhar, tudo o que cerca a escrita, enfim.

Não que não existam cores, veja bem, elas estão lá. Ora esmaecidas, ora muito vivas, num color blocking delicado, tingindo peças em tecidos levíssimos como linho, a organza e o voil de seda com algodão.

Laranja, amarelo e azul elétricos acendem looks que desdobram a roupa do tipógrafo: aventais, alfaiataria e uniformes se misturam a clássicos desconstruídos como o trench-coat e o blazer – estes, em tons mais empoeirados. Vazados e sobrepostos, formam looks dos mais interessantes.

Calças de cintura lá em cima, tricôs de linho quase puídos, de tão levinhos, por vezes manchados de chá, são outros highlights. Ao final, um belo mix de materiais juntou algodão, seda e tricô de ponto mais aberto, no vestido chemise e na entrada de camisa transparente coberta de cristais com bermuda esportiva tramada.

O Melhor look: a entrada de camisa transparente coberta de letras e cristais + short de tricô tipo handmade, usada com a pesada anabela de madeira rústica e couro tressê

O acessório: os maxicolares que imitam folhas de livro empilhadas. Ideia original para aderir à tendência