Depois de um sábado agitado, o domingo (15.09) foi mais tranquilo para quem acompanha a agitação da semana de moda de Nova York.
Ulla Johnson
Trabalhar com artistas mulheres não é nenhuma novidade para Ulla Johnson e, nesta temporada, a designer repete o feito ao mergulhar no trabalho de Helen Frankenthaler. Para a designer, muitas vezes o trabalho de criativas é diminuído por palavras como “bonito” ou “feminino”, como se as duas características tornassem rasas os conceitos por trás de diferentes trabalhos. Ulla acredita que Helen tenha enfrentado essa percepção, principalmente por ser uma expressionista abstrata com um senso estético mais palatável.
Para o verão 2026 de sua marca homônima, a designer transforma três obras da artista – “Western Dream”, “Nature Abhors a Vacuum” e “Moon Tide” – em estampa de roupas e bolsas, em uma profusão de cores solares e padrões abstratos. A alfaiataria ampla, as penas e franjas, a transparência sutil reforçam algumas tendências que se destacam na temporada, confirmando que quanto mais fluída a peça, mais chances de entrar no guarda-roupa da próxima estação.
Aknvas
Jason Wu Collection
Outro designer que mergulhou no mundo da arte foi Jason Wu, que encontrou na série “Hoarfrosts” de Robert Rauschenberg o ponto de partida para seu verão 2026. Nas obras feitas entre 1974 e 1976, o artista aplicava fotografias em tecidos usando uma técnica de transferência com solventes. Esse patchwork de imagens é o principal ponto usado por Wu e fica claro desde o primeiro look: uma colagem de calcinhas do anos 1940 e 1950, em um tecido transparente que cria uma peça que foge ao corpo.
A interpolação de imagens segue ao longo de toda a coleção, em peças assimétricas que mimetizam as obras de Rauschenberg, muitas vezes criadas sem molduram, presas às paredes em formas indefinidas. Nas roupas, isso se traduz tanto na colagem imagética e nos shapes complexos quanto na busca pela beleza dentro do imperfeito – algo que dialoga com a arte assim como a nossa sociedade atual.





