Catherine Deneuve usa um dos looks da coleção na revista “Paris Match” – Foto: François Gragnon

A Saint Laurent e o diretor criativo Anthony Vaccarello anunciam, nesta quinta-feira (06.08), a compra da coleção completa de roupas vintage da maion que pertencia ao designer Olivier Châtenet, composta por 4 mil peças da marca que datam de 1966 a 1985, por uma quantia não revelada.

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A coleção inclui casacos, vestidos, ternos, blusas, malhas, bolsas, sapatos, joias, cachecóis e algumas roupas de alta-costura, incluindo um vestido bordado do verão 1967, de inspiração africana, que antes pertencia à duquesa de Windsor.

Os itens se juntarão ao arquivo Saint Laurent já existente, guardado na sede da marca, na Rue de Bellechasse, em Paris. “Yves Saint Laurent estabeleceu uma herança extremamente valiosa, que é uma fonte inesgotável de inspiração”, afirma Vaccarello em comunicado.

Kering

A Kering, grupo que controla a marca, que também estreitou seus vínculos com o Museu Yves Saint Laurent em Paris, que possui um arquivo de 5 mil peças de vestuário, 15 mil acessórios e milhares de crocris. Recentemente, Vaccarello fez a curadoria da sua primeira exposição, dedicada à musa do YSL, Betty Catroux.

Coleção viva

Em entrevista à WWD, Châtenet explica por que decidiu abrir mão da sua coleção, que se tornou um recurso essencial para qualquer pessoa interessada em Saint Laurent – incluindo o diretor Bertrand Bonello, que emprestou dezenas de itens para vestir atores e ajudar a recriar desfiles para seu filme de 2014, “Saint Laurent”.

“Gosto da ideia dessa coleção seguir viva e ser útil, não apenas algo que guardo para mim. Diverti-me bastante reunindo nos últimos 30 anos e exibindo em Paris, Hong Kong e Xangai”, conta. “Para mantê-la viva, é necessário continuar a enriquecê-la e criar novos projetos, e é uma atividade muito demorada que consumiu toda a minha energia, entre manter um inventário, manutenção, estoque, documentação e assim por diante. Eu precisava entregar o bastão ao parceiro mais sólido e relevante”, acrescenta.