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Suzy Menkes é a homenageada do British Fashion Awards

E a Bazaar aproveita para compartilhar opiniões da editora sobre acessórios, cabelo e roupa de trabalho

by elav
lustração de Anja Steffen da editora Suzy Menkes - Foto: reprodução

lustração de Anja Steffen da editora Suzy Menkes – Foto: reprodução

Icônica editora de moda, Suzy Menkes será homenageada pelo British Fashion Awards na próxima segunda-feira (02.12). A honra é uma tributo aos 25 anos de sua carreira no International Herald Tribune (atualmente intitulado The International New York Times). Admiradores de seu trabalho, a equipe da Bazaar compartilha aqui o que ela pensa sobre acessórios, seus memorável penteado e o traje certo para o trabalho. Acompanhe:

Acessórios
“Por que usar só uma pulseira se o braço cheio preenche a lacuna entre o pulso e o cotovelo? Ou apenas um cordão de pérolas se um colar pode ser transformado em armadura peitoral? O meu gosto por decoração faz com que me volte para acessórios malucos. Maior e mais ousado é o meu mantra, e é assim desde que percebi que um xale jogado por cima de uma roupa simples torna o modelo pronto para a noite. Estée Lauder certa vez me disse: ‘Nada é mais forte do que o reflexo dourado do pescoço para o rosto quando você está passando por um dia difícil’.”

O cabelo
“Os acessórios em que ninguém repara são os meus pentes de cabelo. Eles são obra de Alexandre de Paris. O coque “pompadour” não foi inventado por Alexandre, mas, sim, por Pauline Beard, do salão John Frieda em Londres. Meu marido não gostava do meu cabelo preso, e eu não conseguia trabalhar com as mechas caindo no meu rosto. Por isso, ela usou sua intuição feminina para criar aquilo que se transformou na minha marca registrada. Um pente segura o coque, e eu consigo fazê-lo descendo a escada ou caminhando pela rua. Minha intenção nunca foi que se tornasse um visual permanente, mas, assim como todas as invenções, parece que sempre esteve presente.”

 Roupa de trabalho
“Passei batido pela coleção Ballets Russes, de Yves Saint Laurent, em 1976. Concentrei-me em seus “uniformes”: para o dia, terninho, para a noite, o smoking. Também apreciava seu corte e silhueta aplicados no glamour noturno de um pretinho básico ou de um vestido-coluna de veludo. A década de 1980 foi dominada pela androginia. Meus tênis daquela época se desintegraram, mas as roupas continuam na ativa. Jean Muir foi minha primeira fonte. Oposto da maluquinha Vivienne Westwood, ela era a rainha dos vestidos. Mas eu consegui encontrar excentricidades como um vestido de couro com uma vaca desenhada no cinto, um guarda-pó mostarda com flores bordadas e uma jaqueta de camurça vermelha com ombros franzidos gigantescos.”