Por Cibele Maciet

De cima para baixo, anel de topázio e diamantes inspirado no céu do Sri Lanka; anel de água-marinha e diamantes inspirado no céu do Brasil; anel de safira e diamantes inspirado no céu da Tailândia; anel de safira; anel de rubi e anel de rubi e diamantes inspirado no céu da Birmânia - Foto: Divulgação
De cima para baixo, anel de topázio e diamantes inspirado no céu do Sri Lanka; anel de água-marinha e diamantes inspirado no céu do Brasil; anel de safira e diamantes inspirado no céu da Tailândia; anel de safira; anel de rubi e anel de rubi e diamantes inspirado no céu da Birmânia – Foto: Divulgação

Com o movimento do luxo em direção a um consumo consciente e durável, é natural que a joalheria siga o mesmo caminho. Saber de onde vem a pedra, como e em quais circunstâncias foi extraída e, sobretudo, por trabalhadores em condições justas de trabalho tornaram-se preocupações de quem está comprando uma joia. A criação de órgãos reguladores e certificação tornou esse controle possível no setor que já foi marcado por histórias de tráfico de pedras e trabalho de mineradores análogo à escravidão.

O resultado dessa evolução no mercado joalheiro são marcas que pregam pela transparência total na produção de suas peças. Uma delas é a francesa Or du Monde, criada em 2013 pelo casal Christian e Hélène Pavan, pioneiros na produção de joalheria ética. “Trabalhamos com minas de diamantes de Jwaneng, no sudoeste de Botsuana, e de Ekati, no Canadá. Esses países e suas ex- trações são reconhecidos pela integridade e conformidade com os regulamentos”, conta Sasha Pavan, filho do casal e sócio da joalheria.

“Nossos diamantes são acompanhados por um certificado de origem, além de uma garantia da GIA (Gemological Institute of America).As pedras canadenses vêm acompanhadas de um cartão de identidade Canada Mark, indicando a mina de origem e o peso bruto do diamante antes de ele ser lapidado”, detalha.

Já o ouro é inteiramente reciclado e transformado em 750 quilates em Paris.As fontes são peças antigas ou quebradas de clientes e da empresa Cookson Eco Gold, que garante o fornecimento de ouro reciclado se a demanda exige. “Desde a criação da marca, reciclamos mais de 47 kg de ouro. Essa ação impediu o uso de 33 mil litros de água supostamente usadas para ‘limpar’ 95 mil toneladas de resíduos que teriam sido separados do ouro com a utilização de 188 kg de mercúrio e 23 mil toneladas de cianeto”, conta Sasha.

As gemas, por sua vez, vêm de lugares distintos: as safiras, das minas do Ceilão e de Kanchanaburi, na Tailândia; os rubis, de Mogok, na Birmânia; e as esmeraldas, de Minas Gerais. “Como são explorações pequenas, muitas vezes vamos até o local para selecionar nossos parceiros de mineração e nossos lapidários para garantir a rastreabilidade das minas originais.”

A nova coleção de solitários, intitulada Heures Précieuses, traz anéis com pedras diversas que representam as cores do céu no Brasil, Sri Lanka, Birmânia e Tailândia em horários precisos. Algas marinhas, topázios azuis, rubis e safiras fazem parte da seleção, montadas em ouro branco e diamantes. Os preços variam entre 430 euros e 800 euros. Uma ótima iniciativa da indústria joalheira mundial para ser copiada.

www.ordumonde.com