Looks do verão 2016 da Lanvin e da Gucci - Fotos: reprodução
Looks do verão 2016 da Lanvin e da Gucci – Fotos: reprodução

Por Luigi Torre

Máxi
Foi com a chegada de Alessandro Michele na direção criativa da Gucci que o maximalismo, em baixa há algumas temporadas, ganhou cara nova e, pouco tempo depois, uma legião de adeptos – dentro e fora das passarelas. Além do italiano, Lanvin, Marc Jacobs e Jonathan Anderson, em sua marca própria e na Loewe, também ajudaram a validar, mais uma vez, os excessos na moda. Desta vez, porém, o fazem com olhos voltados à exuberância do passado e acabamentos manuais. São tecidos nobres, cores intensas e uma profusão de estampas, bordados, brocados, jacquards e rendas, que combinam estilos, referências de diferentes décadas e inspirações algo intelectuais.

Looks do verão 2016 da Vetements e da Courrèges - Fotos: reprodução
Looks do verão 2016 da Vetements e da Courrèges – Fotos: reprodução

Míni
As referências aos anos 1990 e a influência de Martin Margiela sobre uma nova geração de estilistas injetaram frescor na praticidade minimalista, que vinha sendo definida como sinônima do guarda-roupa atual. Mas, diferentemente do apático fenômeno normcore, o foco agora não está só nos básicos simplesmente. São básicos renovados, com alterações em sua modelagem, proporção e tecidos. Peças com aparência familiar, mas construção (ou reconstrução) que lhes garantem relevância máxima, a exemplo da Vetements, marca de Demna Gvasalia (recém-nomeado diretor de criação da Balenciaga) ou da talentosa dupla Sébastien Meyer e Arnaud Vaillant, que assumiu, recentemente, a direção criativa da Courrèges.