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Em seu début na passarela de prêt-à-porter como diretor criativo da Christian Dior, Raf Simons – que já havia apresentado a alta-costura da maison, em julho – consegue manter-se fiel a seu estilo, mesmo com tamanha expectativa e pressão da imprensa, mas, sobretudo, do mercado.

O desfile começa totalmente minimalista, com uma sequência de smokings masculinos – que, ironicamente, remetem a Yves Saint Laurent e ao talk of the town da semana em Paris, por conta do duelo de estreias entre Raf, na Dior, e Slimane, na Saint Laurent Paris  – e vestidos em preto e branco. Essa austeridade inicial vai se esvaindo, à medida em que microvestidos de organza colorida ganham a passarela.

A partir daí, a feminilidade – tão presente no DNA da Dior – toma conta da coleção, com cores vibrantes, florais em estampas e bordados, brilhos e transparências. Os vestidos são protagonistas, trabalhados de diversas formas, das mais modernas e assimétricas, até as clássicas ladylike, que encerram o desfile.

De uma forma geral, Raf Simons consegue trazer sua visão minimalista com sucesso para a Dior, refrescando o look da grife, mas sem perder os valores da lendária Maison. Começou bem.