Foto: Reprodução/YouTube

A primeira edição do Green Summit Bazaar Ecoera aconteceu na quarta-feira (28.10) e foi um sucesso, com importantes discussões sobre sustentabilidade e as práticas de impacto positivo, com a participação de marcas e profissionais que estão construindo um futuro mais sustentável em diversos setores de moda.

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O evento é fruto da parceria entre Movimento Ecoera, pioneiro em integrar a sustentabilidade nos mercados de moda, beleza e design, dirigido por Chiara Gadaleta, e a Harper’s Bazaar Brasil.

O segundo tópico do encontro foi a água. A mesa de debate foi mediada por Marussia Whately, do Instituto Água e Saneamento, e contou com a participação de Marcel Imaizumi, da gigante Vicunha, Damylla Damiani, empreendedora da Damyller, e Giuliana Moreira Chaves, do Pacto Global da ONU.

O principal foco do debate foi como a indústria têxtil se relaciona com o aproveitamento e o reuso deste recurso natural. Para Marcel, é importante ressaltar que práticas sustentáveis de reuso e devolução da água menos poluída para o ambiente deve ser uma visão interna da empresa, e não uma prática mercadológica.

“Acho que os indicadores que já utilizamos internamente como um “frame” de sustentabilidade, bem como os projetos e as visões que queremos, ter tem que fazer sentido para a humanidade. Não deve ser por questões mercadológicas, mas por valores e visões da empresa e mentalidade dos seus gestores”, falou o diretor superintendente.

Foto: Arte Portal Ecoera

Indo na mesma linha de pensamento, a empreendedora Damylla Damiani conta que a linha de pensamento de sua empresa é similar. “Queremos ter um jeans que é amigo da natureza. Quanto menos impacto causarmos, melhor”, completou. Damiani levantou, ainda, uma discussão válida e bastante em voga: como as empresas menores e com menos porte financeiro podem agir para também contribuírem e fazerem sua parte.

Para ela, é um caminho sem volta que deve ser espelhado por companhias que estão engatinhando aos poucos. “Entendemos que é um caminho sem volta. Grandes empresas que abraçam a causa e juntas vão propagar esta ideia e que não fique só no papel e seja um espelho para empresas menores. Temos que ter um produto legal e fazer a coisa certa. Acho que a transparência da empresa é tudo”, finalizou.

Para encerrar, a pesquisadora Giuliana Moreira Chaves, que estuda a iniciativa Pacto Global, da ONU, que tem como objetivo principal encorajar empresas a adotar políticas de responsabilidade sustentabilidade, vê que a indústria da moda tem grande potencial de conscientizar pessoas e outros eixos a agirem da mesma forma.

“É fundamental pensarmos em um consumo consciente no mundo da moda, pensando no recurso hídrido (na qualidade e quantidade). A indústria da moda tem um alcance de impactar muitas pessoas sobre esta agenda de conseguir gerar um consumo consciente. O setor da moda tem esse potencial”, encerrou.