Jacqueline Sato abraça a função de embaixadora do Greenpeace
Foto: Divulgação

Destaque em novelas como “Sol Nascente” e “Orgulho e Paixão”, ambas da Globo, Jacqueline Sato, que comandou a série “Bruce Lee: A Lenda” e o programa “Encantadores de Pets”, ambos da Band, como apresentadora até meados de 2021 tem o engajamento ambiental como um dos nortes em sua vida, buscando sempre colocar em pauta temas como preservação do meio ambiente, proteção animal, sustentabilidade e slow fashion.

SIGA A BAZAAR NO INSTAGRAM

Mesmo com sua rotina de múltiplas funções, ela também é CEO da associação de proteção animal “House of Cats”, a artista não pôde recusar o convite para se tornar embaixadora de uma das maiores organizações não-governamentais do mundo, o Greenpeace. Com sede estabelecida na Holanda, eles seguem fazendo um trabalho incansável no Brasil, não apenas denunciando e fiscalizando ilegalidades ambientais e disseminando informações que nos ajudam a entender como contribuir para um mundo melhor, mas também, efetivamente, fazendo todo o possível para diminuir os danos que vêm sendo causados dia a dia no planeta.

Sendo ainda, infelizmente, uma das poucas atrizes com ascendência asiática com trabalhos constantes e notoriedade no audiovisual brasileiro, Jacqueline, nesse momento, pode ser vista também em dois trabalhos na HBO Max, no drama médico “Psi” e na recém-lançada “Os Ausentes”.

Em conversa com a Bazaar, ela fala sobre sua parceria com o Greenpeace, o trabalho que realiza na “House of Cats” recolhendo gatos de rua, a urgência de maior representatividade no audiovisual, e muito mais. Veja:

Jacqueline Sato abraça a função de embaixadora do Greenpeace
Foto: Divulgação

Harper’s Bazaar – No último mês, você se tornou a nova embaixadora do Greenpeace Brasil. Como surgiu o convite? Conte um pouco de sua relação com a organização.

Jacqueline Sato – Há anos colaboro financeiramente mensalmente, mas acredito que o link foi justamente eu estar alinhada em minhas atitudes, no modo como vivo e como abordo questões ligadas à natureza em minhas redes sociais e entrevistas. Sempre falei que sou apaixonada pela natureza, e não teria como ser apaixonada por ela e não fazer nada para tentar protegê-la e agredi-la o menos possível no meu dia a dia. Então, passei a compartilhar algumas dicas esporadicamente, e também mencionar em entrevistas, pra ver se influencio mais pessoas a adotar atitudes mais ecológicas. Sempre que o Greenpeace lançava uma campanha, um abaixo-assinado, eu compartilhava convidando as pessoas para participarem.

Por já termos esta sinergia, imagino, que tenha sido um dos pontos que os levaram a me escolher para ser uma das embaixadoras. O que me encheu de orgulho. Pois desde sempre, desde criança, quis fazer mais pelo meio ambiente. E com essa responsabilidade como embaixadora do Greenpeace, isto se concretiza de uma forma que não poderia me deixar mais orgulhosa e empolgada com os próximos passos e com o que, juntos, podemos fazer. Pois, nunca foi tão urgente nos unirmos para proteger a nossa natureza. A hora é agora, e precisamos todos nos engajar, da forma que for possível dentro da realidade de cada um: seja mudando seus hábitos, assinando uma petição, se voluntariando ou fazendo contribuições financeiras para projetos e ONGS que acredite.

Segundo o Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônica), o desmatamento na Amazônia no período 2020/2021 é o maior dos últimos dez anos. Nas últimas semanas, temos acompanhado as queimadas que colocam em perigo não só a floresta, mas diversas espécies de animais. Como a sociedade pode contribuir para a proteção e preservação da Amazônia?

Uma das coisas é difundir a conscientização da gravidade das queimadas e do principal motivo delas acontecerem. O fogo na região Amazônica é sempre ocasionado por ação humana, o que torna tudo ainda mais triste. Saber que algum ser humano foi lá e deu início a uma tragédia como essa, que implica na morte de diversos seres vivos, e tem feito com que a nossa floresta tropical se aproxime de um “ponto de não retorno”, que nada mais é do que mudar suas características para sempre, é algo terrível e que convoca à ação com urgência.

A degradação é tanta que a floresta está já à beira de não conseguir se recuperar e restabelecer o equilíbrio que sempre teve. Se já estamos vivendo a extinção de diversos animais e plantas, o que nos aguarda num futuro não muito distante se as coisas continuarem assim é ainda mais grave e trágico, pois comprometerá a vida de todos os seres do planeta Terra. Saber que está tudo interligado, que o que acontece lá compromete a todos no presente e no futuro, é um primeiro passo, pois faz com que as pessoas entendam que é necessário agir, é necessário denunciar crimes como este e é possível agirmos, mesmo estando longe da Amazônia.

Pressionarmos o governo, estarmos atentos aos projetos de lei que podem prejudicar a proteção ambiental no nosso país, que cá entre nós já é bastante fragilizada e se tornou ainda mais frágil nos últimos anos, também é um passo. Pois através dos abaixo-assinados, das manifestações nas ruas ou nas redes, quem está no poder percebe que tem muita gente de olho e repensa, muitas vezes, voltando atrás ou modificando as tais PLS. Apoiar ONGs sérias de proteção ambiental, como o Greenpeace, entre outras, também é uma forma de ajudar a preservar a nossa Amazônia.

Acompanhar o que tais ONGS andam fazendo, os dados que elas divulgam, que são fundamentados em pesquisas científicas sérias e órgãos competentes é um bom começo para saber qual é a realidade atual e poder colaborar da melhor forma. Foi exatamente por isso que o Greenpeace lançou a nova campanha, intitulada #BrigadaDigital, em que qualquer um que tenha acesso à internet pode fazer a sua parte, ajudando, mesmo de longe, a apagar o fogo da Amazônia.

Ao assinar a petição, você já se torna um membro da Brigada Digital. E o que isto significa? Que você irá receber as atualizações do que anda acontecendo por lá e a “Missão da Semana”. A cada semana, eles enviarão alguma missão, seja de divulgar e denunciar algum crime ambiental, ou de apontar soluções para alguns dos problemas, com o intuito de engajar e trazer para a luta cada vez mais gente.

Como enxerga o movimento crescente do slow fashion e da moda sustentável? Fale um pouco da sua relação com a moda.

Necessário e urgente. Graças a Deus existem empresas preocupadas com o impacto ambiental que geram no mundo, e preocupadas em estarem alinhadas com a ética, com a natureza e com uma moda inteligente. Unir sustentabilidade e design é um grande desafio e fico maravilhada quando encontro algum produto que atenda estes quesitos. Não faz o menor sentido o que o fast fashion propôs e todas as suas consequências: termos produtos de baixa qualidade, que geralmente duram pouco, ou se tornam “fora de moda” rápido demais, feitos em condições precárias, de forma rápida e descuidada, que poluem nosso planeta e promovem o consumo desenfreado e não pensado.

Quando descobri que a indústria da moda era a segunda mais poluente do mundo, tratei logo de repensar o modo como consumia moda. Passei a escolher marcas que tivessem essa consciência ambiental como um dos seus pilares. O slow fashion e a moda atemporal são aliados de quem quer fazer escolhas mais sustentáveis. Saber escolher peças de qualidade que são versáteis, para você montar diversos looks por anos e anos é maravilhoso. Sempre gostei de me vestir bem e houve uma época, quando mais nova, que fui levada pelo consumismo e gastava muito. Mas, hoje, faço escolhas mais inteligentes e que estejam alinhadas com o que eu considero justo e merecedor de cada centavo pago. Cada vez mais, valorizo as empresas, as prática e os hábitos que visam gerar um impacto positivo, ou ao menos, minimizar ao máximo o seu impacto ambiental, pois são elas que quero ver crescer nos próximos anos.

Por ser uma figura pública, você sente uma responsabilidade em abordar temas urgentes e trazer questões como o desmatamento para pauta nas redes?

Mesmo se não fosse uma figura pública, estaria agindo assim. O futuro de todos nós depende das atitudes que estão sendo tomadas agora. Lembro de, quando bem pequena, ainda na escola, aprender que a degradação do meio ambiente trazia e traria cada vez mais consequências negativas para todos e já me sentia impelida a fazer algo para reverter isto. Acho que quem se importa com a natureza e com o futuro, fala destas questões nas redes, nas rodas de conversas e busca agir. O que é interessante em ser uma figura pública é que é possível expandir essa pauta para um número maior de pessoas, seja através das redes ou das entrevistas, como esta, que ajudam a trazer o foco de quem andava distraído para essa questão que é uma das mais urgentes dos nossos tempos.

Como foi o processo para cortar produtos de origem animal da alimentação? E por que tomou essa decisão?

Gostaria de dizer que sou vegana, mas ainda estou neste processo. Porém acho importante irmos fazendo mudanças possíveis dentro da realidade e momento de cada um. Um pouco é melhor do que nada. Diminuir o consumo, tendo consciência dos motivos pelo qual se está diminuindo já é um bom primeiro passo, na minha opinião. Parei de comer carne vermelha oito anos atrás. E frango, há cinco anos. Ocasionalmente ainda como peixe, mas já reduzi bem. Derivados do leite e leite em si também já cortei. Vez ou outra como um queijo ou uma pizza. Mas já tenho, cada vez mais, optado pelas versões veganas deles.

Por fazer isso como uma escolha genuína, o processo foi tranquilo e prazeroso. Não senti nenhuma falta da carne vermelha ou do frango, por exemplo. A carne vermelha, em si, me era indigesta. Ficava horas me sentindo pesada. E quando soube que a indústria da carne era uma das mais poluentes do planeta e que estava intimamente ligada ao desmatamento, não tive dúvida. Foi um corte seco. E eficaz. Nunca mais voltei atrás e nem teria porquê.

Do frango, também foi assim: um belo dia pensei “Chega!”. Não concordo com a forma que criam estes animais, aglomerados, presos, cheios de hormônio, de uma forma terrivelmente desumana. Minha reflexão foi: não teria coragem de matar nenhum deles, gado, porco, cordeiro, galinha, pato, então por que me sinto no direito de comê-los? Só por que já estão em bandejas ali no supermercado, e isto me ajuda a esquecer que são seres vivos? Essa reflexão somada à descoberta do impacto ambiental gigantesco que a criação deles gera, me fez parar de ingerir todos.

Quanto ao leite e seus derivados, foi igual. Ver o quão sofrida é a vida das vacas destinadas à extração de leite me fez tirar do meu dia a dia o consumo de leite, iogurtes, queijos e etc. É mais uma forma de me manifestar contra esse tipo de prática. Apesar de não poder me afirmar 100% vegana, posso dizer que 98% da minha alimentação é vegana. E acredito mesmo que se cada um diminuir um pouco o seu consumo de alimentos de origem animal, podemos gerar uma transformação muito positiva nas nossas saúdes e na saúde do nosso planeta.

Além do trabalho como atriz e apresentadora, você é CEO de uma associação de proteção animal, a House of Cats, que recolhe gatinhos da rua e cuida até arrumarem um novo lar. Como ficou o trabalho da associação neste período da pandemia?

Só se intensificou. Infelizmente, houve muito abandono em meio a tudo isto. E pra piorar, muitas campanhas e mutirões de castração foram paralisados, por não serem considerados atividades essenciais. Com isto, milhares de animais nasceram pelas ruas. Houve um aumento enorme na procura por ajuda, de pessoas que encontravam animais pelas ruas, a pessoas cujo familiar faleceu por conta do COVID-19 e ninguém da família queria ficar com o animal, ou pessoas que estavam passando por uma crise financeira imensa e mal conseguiam alimentar seus animais de estimação. É muito complicado, e a causa animal no nosso país merece receber mais apoio e ser encarada com seriedade.

São mais de 30 milhões de animais abandonados pelas ruas. Nós fazemos nossa parte, e muitas vezes passamos do nosso limite, e muitos outros protetores independentes também. Mas para que haja um resultado eficaz é necessário que o governo se envolva e se empenhe, bem como a sociedade civil faça também a sua parte. Ainda ouço de muita gente que não quer castrar o bichinho, e que deixa ele dar umas voltas. Sem falar nos maus tratos e abandono. Ainda bem que a internet tem ajudado a facilitar as denúncias, e através dos vídeos tem sido mais fácil provar quem são os criminosos e o tamanho da gravidade da situação. Espero que cada vez seja algo a ser levado mais a sério por todos.

Por outro lado, muita gente resolveu adotar durante este período. Talvez pessoas que sempre tiveram vontade, mas iam postergando. A pandemia deu um chacoalhão nos planos e rotinas de todo mundo, fez todo mundo repensar o que é realmente importante e essencial em suas vidas. E exacerbou o quão bem faz ter a companhia de alguém. E se esse alguém for um animal de estimação esse bem é de outra ordem. A conexão e relação que se tem com um bicho de estimação é única. Não se compara a nada mais. Foi comprovado cientificamente que eles ajudam a diminuir os níveis de stress no nosso corpo, elevam a quantidade de produção de ocitocina, que é o “hormônio do amor”, sem contar as risadas e a alegria que só eles são capazes de gerar.

Promover o encontro do gatinho que foi resgatado das ruas, ou de maus tratos, com o seu adotante responsável que irá amá-lo como um membro da família é uma das coisas mais gratificantes e lindas. Cada adoção marca muito, pois sabemos que estamos mudando (para melhor!) a vida de ambos para sempre.

Até agora, já mudamos a vida de 1772 gatinhos e humanos. Quando penso que isto começou quando eu era criança, por um gesto espontâneo de amor e acolhimento que eu e minha família demos aos primeiros 7 gatinhos da primeira ninhada que cuidamos e encontramos donos, eu me encho de esperança, pois se mais gente abrir suas casas e corações, mesmo que por pouco tempo e por menos vezes do que a gente, as chances de salvarmos um número significativo de animais se tornam maiores.

Neste período de pandemia houve um aumento em ambos os lados, do abandono, e das adoções. Mas ainda assim, o abandono permanece sendo maior. Ao mesmo tempo, as contribuições financeiras e os voluntários, principalmente aqueles que ofereciam lar temporário diminuíram bem. O que dificulta ainda mais o nosso trabalho. Mas, resistimos e seguimos em frente. Então, se você está lendo essa entrevista, se sensibiliza com a causa animal, e acha que pode fazer alguma coisa, eu te convido a agir agora. Pois sua ajuda fará uma enorme diferença sim.

Até o meio do ano você esteve apresentando a série “Bruce Lee: A Lenda” e o programa “Encantadores de Pets”, na Band. Para você qual a importância de ter esses dois trabalhos exibidos na televisão aberta, um no sentido da representatividade amarela e outro dando visibilidade a diversas organizações e associações de proteção animal?

A representatividade amarela, a proteção animal, e o meio ambiente são as causas nas quais eu mais atuo. Me tocam e me comovem profundamente. Não são as únicas, mas estão entre as principais. Então apresentar dois programas que abordam duas delas na TV aberta tem um significado muito grande pra mim. Bruce Lee foi o pioneiro, o artista que revelou para o ocidente muito da cultura chinesa, e o primeiro a ocupar o status de estrela de Hollywood. O primeiro ator amarelo a protagonizar sucessos internacionais e ser bem pago por isto. Ele ultrapassa as artes marciais, o posto de ator, e se torna um ícone, por tudo o que ele realizou e transformou, pelo seu modo de viver e sua filosofia. Poder estar à frente de um programa que valoriza, e mostra para as pessoas um pouco mais da pessoa que ele foi, é maravilhoso. E, poder trazer a causa animal para um programa da TV aberta é outra conquista que eu nem imaginava ser possível da forma com que foi, e fico muito feliz em ter conseguido. A cada semana eu levava um animal que estava aguardando para ser adotado e entrevistava alguém da ONG na qual ele estava. Isto, não só aumentava as chances dele ser adotado, como também trazia visibilidade a quem trabalha arduamente nesta causa. Muitos animais foram adotados por conta do programa “Encantadores de Pets” e eu não poderia ficar mais feliz com o resultado desta minha ideia que foi acolhida de coração pela produção e direção da Band. Estar próxima e atuando nas causas que me movem foram presentes, com alto poder de cura e transformação pra mim durante esse momento tão delicado. Sou muito grata a tudo o que vivi durante este período, e a todas as pessoas incríveis que pude conhecer por conta deste trabalho.

Atualmente você está na HBO Max com duas séries, a inédita “Os Ausentes” e “Psi”, em que participou de duas temporadas. Como é estar no streaming com dois trabalhos que marcam épocas diferentes de sua vida? Como foi a experiência de gravar ambos os trabalhos.

Nossa, é muito legal poder assistir a ambas na mesma plataforma! Ver uma, que foi a minha primeira série, “Psi”, e a outra, que é o meu trabalho mais recente, “Os Ausentes”. São dois trabalhos que eu amei fazer, que têm uma qualidade incrível. É interessante demais ver, não só facetas diferentes através das personagens, mas também me ver em épocas diferentes. Tem um intervalo grande entre as duas séries e é bem curioso se ver assim. Outra coisa boa é lembrar das pessoas que conheci em cada uma delas, do quanto aprendi em ambos os trabalhos, e o quanto cada uma destas oportunidades foram importantes na carreira, na vida, e na luta por mais representatividade no nosso audiovisual.

Em “Psi”, que foi o meu primeiro trabalho numa série, contracenei com o Emílio de Mello, que é um ator que eu admiro muito. Conheci o Max e o Contardo Calligaris. Conheci a Bel Valiante, com quem depois trabalhei outras duas vezes; uma no filme “Talvez uma História de Amor”, e outra na série “(Des)Encontros”. Apesar de todo o frio na barriga que eu estava na ocasião da gravação da primeira temporada, fico muito feliz em ver que meu papel cresceu e voltou na segunda temporada. Agradeço muito à produção, direção e roteiro dessa série tão incrível por esta primeira oportunidade, e desejo que mais e mais produções passem a testar atrizes e atores de etnias que ainda são pouco representadas na TV e no cinema.

Em “Os Ausentes”, que eu gravei em 2019, me marcou muito o processo, os ensaios com a Carol Fioratti e o Tomas Rezende, que foram parte importante para que a Ayumi existisse como ela existe hoje na série. O episódio começa com o desaparecimento do sobrinho da minha personagem, o Tetsuo. Esse menino é como se fosse um filho pra ela. Eu não tenho filhos, e na época que gravei, ainda não tinha nenhum sobrinho. Foi uma investigação interessante descobrir o que me causaria essa dor e desespero. Hoje, eu tenho um sobrinho. Ele nasceu em setembro de 2020, e tenho certeza que acessar tudo isso seria bem mais fácil, por que agora eu sei exatamente como é esse amor de tia hahaha. Mas sobre as gravações, só posso dizer que amei demais de trabalhar com a Carol Fioratti e com o Raoni Rodrigues, e com todo o elenco da série. Lembro que acabei minhas diárias, com vontade de muito mais. E isso é ótimo.

Por conta da pandemia, muitas novelas foram reprisadas nesse período. Se pudesse escolher um trabalho seu, qual você gostaria de ver reprisado e por quê?

Adoraria rever a Yumi, de Sol Nascente, por ser um dos meus maiores personagens, e por que agora eu estaria com mais tempo para assistir aos capítulos. Ela foi muito importante pra mim, e me dediquei ao máximo para que ela tivesse as camadas e a leveza que ela merece. Quando a gente está gravando a novela é mais difícil assistir, apesar de eu fazer isto através do GloboPlay na época. Mas assistir ao vivo na TV aberta é uma outra experiência, milhares de outros brasileiros e brasileiras estão acompanhando a mesma coisa ao mesmo tempo. É gostoso isso de conversar com outras pessoas sobre o conteúdo que todas estão assistindo simultaneamente, compartilhar as opiniões, as expectativas…