Fotos: Divulgação

O tempo presente dá o tom, porém em um diálogo fluido com o passado, no inverno 2021 da Louis Vuitton. E não é somente por causa da exposição “About Time: Fashion and Duration”, que abriria em maio no MET, em Nova York, com o apoio da marca, e foi postergada para outubro, por causa da pandemia do coranavírus.

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Revisitar épocas que ficaram para trás por meio de um olhar contemporâneo afiado é uma das especialidades de Nicolas Ghesquière, o arrojado diretor criativo da grife francesa. Foi a partir dessa visão que nasceu o cenário monumental, em madeira certificada, doada após o desfile, que abrigou 200 cantores de coral vestidos com roupas históricas.

A marca volta a unir ontem e hoje com o lançamento da coleção-cápsula de acessórios “Be Mindful”. Para criar colares, braceletes, brincos, prendedores de cabelo, xales e lenços, a marca vasculhou as sobras de insumos de antigas coleções e, por meio do processo de upcycling, deu vida nova a 211 metros de tecido e 27 materiais variados, que seriam empregados em itens que vão de roupas a sapatos.

A linha chama atenção para o fato de como o savoir-faire pode transformar reciclagem em artigos de luxo, uma pista para o nome dessa coleção-cápsula. Assunto urgente na moda, ações sustentáveis não são novidade na marca francesa.

Segundo seu presidente e diretor executivo, Michael Burke, elas andam de mãos dadas com excelente design e ótimo negócio. No caso da Louis Vuitton, a redução de resíduos está ligada a um projeto bem maior, de controle da emissão de carbono, iniciada em 2004.

Medida que inclui, também, gerenciamento de energia elétrica, preservação e rastreabilidade de recursos e práticas ambientais de seus fornecedores, que se comprometem a seguir a conduta estipulada pelo grupo LVMH, que, aliás, possui uma imensa Biblioteca de Materiais Ecológicos. A LV, por exemplo, realiza mais de duzentas auditorias por ano para verificar se estão sendo atendidos padrões sociais e ambientais.