Foto: Arquivo Harper’s Bazaar

Com a chegada da Páscoa, é quase impossível resistir a um bom chocolate. Porém, a seguinte dúvida surge na cabeça da maioria das pessoas: afinal, o consumo dessa guloseima coloca nossa saúde em risco?

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“O cacau, por si só, é realmente benéfico, pois é rico em polifenóis, substâncias que, se consumidas com frequência, tem poderosa ação antioxidante e preventiva da formação de radicais e efeito protetor conta os danos ao DNA das células. Além disso, o ingrediente possui propriedades analgésicas, vasodilatadora, antimicrobiana, anti-inflamatória, anticarcinogênica e antiaterogênica”, destaca a nutróloga Marcella Garcez.

O problema é que, mesmo com os avanços da indústria no que diz respeito a produção de chocolate, o processamento das sementes de cacau para transformá-las no doce pode levar a perda variável dos compostos fenólicos e, consequentemente, dos efeitos benéficos do ingrediente. Mas isso não significa que você não possa se deliciar com um belo ovo de Páscoa. Veja abaixo qual a melhor opção nutricional de chocolate:

Chocolate Amargo

Para garantir a manutenção dos benefícios do cacau, o recomendado é que você opte por chocolates com maior concentração do fruto e menor concentração de açúcar. “Nesse sentido, a opção ideal para ser consumida durante a Páscoa é aquele que possui, no mínimo, 65% de cacau e tem o fruto ou massa de cacau como primeiro item da lista de ingrediente que aparece na embalagem. Quando maior a concentração de cacau, maior a quantidade dos elemento benéficos”, explica a médica.

A dra. Marcella também recomenda o chocolate amargo para as crianças que, apesar de serem resistente às versões mais amargas devido ao paladar infantil devem ser educadas desde pequenas a evitarem o excesso de açúcar na alimentação. “Lembrando que o cacau é contraindicado para crianças menores de 12 meses de idade e o Ministério da Saúde não recomenda o consumo de açúcar para crianças menores de dois anos”, lembra.

Chocolate ao leite

Ao contrário do chocolate amargo, o ao leite possui uma concentração bem maior de açúcar do que de cacau e, quando consumido indiscriminadamente, pode favorecer o surgimento de condições relacionadas à ingestão excessiva de açúcar. “Para que essa opção mantenha os benefícios do cacau, é necessário que seja composto por, no mínimo, 35% do ingrediente”, indica a nutróloga.

Com relação ao leite na composição, esse aparece em quantidades insuficientes para substituir alimentos lácteos e oferecer benefícios ou malefícios à saúde. De qualquer forma, esse tipo de chocolate não é recomendado para aqueles que possuem intolerância ou alergia aos componentes do leite, que devem optar pelas versões sem lactose.

Chocolate ruby

“O chocolate rosa se destaca pelo seu sabor diferenciado, sendo mais cremoso, frutado e adocicado, com um leve toque cítrico. Além disso, o chocolate feito a partir do cacau rubi (o que lhe dá uma coloração rosada natural) possui uma quantidade maior de polifenóis do que o doce convencional. Isso acontece porque os flavonóis presentes no ingrediente são mantidos até o produto final, devido ao processo de fermentação especial pelo qual as sementes passam para que não percam o sabor e a coloração natural”, explica a dra. Marcella.

Chocolate branco

Já o chocolate branco, queridinho de muitos, deve ser evitado. Isso porque, segundo a médica, esta opção é fabricada a partir da manteiga de cacau, sendo composto basicamente de gordura, açúcar, leite e aromatizantes. “Pelo fato de não ser feito com a massa de cacau, mas com a gordura da fruta, este doce não deveria ser considerado um chocolate. Dessa forma, não possui funcionalidades e, se consumido em excesso, pode trazer danos à saúde”, alerta.

Quem não abre mão do chocolate branco pode optar pelas versões sem açúcar para minimizar seus malefícios à saúde, sem esquecer que a guloseima ainda é rica em gorduras, podendo até mesmo trazer uma concentração maior de lipídios para suprimir a falta do açúcar. “Ovos recheados e que trazem ingredientes que agregam ainda mais doce ao produto, como brigadeiro e doce de leite, também devem ser evitados”, acrescenta a médica.

No final das contas, disciplina e controle do consumo diário deve ser o lema para a páscoa. Dessa forma, o ideal é consumir de 25g a 50g de chocolate por dia, dando preferência às opções com maior concentração de cacau.

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