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Por Anna Paula Buchalla

No mundo da moda eles jamais deixaram de ser tendência. Afinal, são sinônimo imediato de elegância. Na vida real, até pouco tempo, não era bem assim… Influenciados pela estética americana, os silicones volumosos tiveram um boom no Brasil a partir de 1990, quando o país passou a ocupar a posição de vice-campeão em cirurgias plásticas estéticas (até hoje, só perde para os Estados Unidos).

Por aqui, o aumento das mamas sempre foi preferência nacional, perdendo apenas para a lipoaspiração. Agora, parece que, aos poucos, os seios pequenos estão reconquistando seu posto – vide o tapete vermelho do Oscar 2016.A combinação decote profundo mais peitos discretos, firmes e no lugar certo (e não espremidos para cima) foi vista nos principais looks da premição: Cate Blanchett, Olivia Wilde, Jennifer Lawrence, Charlize Theron e Julianne Moore são bons exemplos. A onda agora é seguir a ideia de quanto mais natural, melhor. Por isso, sutiãs com bojo já não são os mais desejados. Prepare-se: os seios, em evidência como nunca, são o acessório mais quente da temporada.

Ninguém melhor para confirmar essa tendência do que os próprios cirurgiões plásticos.“As minhas pacientes estão buscando próteses menores. Elas privilegiam a beleza, e não o tamanho”, diz o cirurgião Vitorio Maddarena. Se antes a prótese média da brasileira tinha em torno de 300 mililitros, agora os pedidos não passam dos 250 mililitros. Em 2015, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, as intervenções para trocar uma prótese grande por outra menor cresceram 15% no País.

“Realizo cirurgias de mamoplastia redutora há quase uma década, mas há aproximadamente um ano as pacientes com próteses mamárias grandes solicitam a troca por menores”, afirma o cirurgião plástico Rodrigo Fuzaro. “Colocar volumes muito grandes significa que, em alguns anos, a mama pode ceder, cair e a paciente ficar insatisfeita com a flacidez da pele”, explica. Mas não se troca de prótese como se troca de roupa. “Os implantes se mantêm seguros mesmo após dez anos. Somente em casos específicos necessitam ser substituídos antes desse prazo”, informa o cirurgião Vitorio. “Havendo indicação, esperar um ano para a substituição é uma medida prudente”,diz.

Já há redenção para as mulheres que, mais do que nunca, não pretendem entrar na faca são os tratamentos em consultórios. Um dos mais indicados é o Fotobreast, laser que melhora a flacidez das mamas ao estimular a produção de colágeno e elastina.“O tratamento pode elevar os seios em até dois centímetros”, afirma o dermatologista Alessandro Alarcão. São recomendadas de três a cinco sessões, com intervalos entre 30 e 45 dias. Cada aplicação custa entre R$ 800 e R$ 1.500. Outra opção segura é o Near Infrared (NIR), infravermelho que estimula o colágeno. Recomendam-se de 4 a 10 sessões – ao preço médio de R$ 350 cada.

A pele do colo também exige cuidados, já que, com o tempo, ganha linhas e manchas. Para tratar as ruguinhas da região, os skinboosters são os mais indicados. É a famosa hidratação de dentro para fora, com um tipo de ácido hialurônico que também estimula a produção de colágeno e elastina. São indicadas de 2 a 3 sessões (R$ 1.250, em média, cada), uma por mês, com resultados que duram um ano. Outra arma é o LIP, uma luz intensa pulsada que ameniza as manchas provocadas pelo sol. São realizadas 2 ou 3 sessões, com intervalo de 15 dias entre elas, ao preço médio de R$ 600 cada.

Por fim, alguns truques salvam o decote. Recentemente, Kim Kardashian divulgou um “segredinho de beleza”: fita adesiva nos seios para deixá-los durinhos e empinados. Mas não convém abusar do artifício “Há o risco de dermatites graves, pois nem a fita nem sua cola são apropriadas para uso corporal”, alerta a cirurgiã plástica Karina Gilio. A alternativa é usar o protetor de silicone autoadesivo para seios. Ele dá um leve up, adere sem dar volume extra e protege os mamilos nas transparências. Quem nunca?

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