Dossiê das olheiras: como tratar e se livrar delas

Tratamentos com especialistas e caseiros amenizam as manchas escuras

by redação bazaar
Foto: Arquivo Harper's Bazaar

Foto: Arquivo Harper’s Bazaar

Depois de noites mal dormidas vem sempre aquela cara de cansaço ou envelhecimento do rosto. Tudo isso pode ser amenizado com recursos de beauté que escondem as olheiras. Se você é daquelas que já comprou diversos cremes, apelou para o corretivo, testou receitas caseiras e não conseguiu fazer com que elas desaparecessem, não se desespere! Especialistas explicam tudo o que você precisa saber sobre essas marcas indesejáveis.

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A olheira é uma característica herdada, na maioria das vezes, de geração em geração, e diversos fatores contribuem para evidenciá-las. É o que explica o cirurgião plástico Roberto Chacur: “Cansaço, menstruação, sono ou alguma alergia fazem com que elas se sobressaiam, embora esses não sejam os únicos motivos”.

Mas você sabe quais são as outras razões e como tratá-las? Para responder essas e outras dúvidas, o doutor Chacur e a dermatologista Fernanda Bortolozo, da Clínica Leger, explicam tudo sobre o assunto. Descubra:

O que são olheiras?
São pigmentos na pele das pálpebras, superior e inferior, mais escuros do que a tonalidade natural da derme. Muita gente relaciona as olheiras com noites mal dormidas, mas não é a falta de sono que provoca o aparecimento. Quando se dorme mal, a pele tende a ficar mais pálida, fazendo com que elas se sobressaiam.

Por que elas aparecem?
Existem quatro razões para o aparecimento da coloração. As chamadas “constitucionais” são as mais fundas e de coloração castanha, presentes em pessoas com o globo ocular mais profundo, que projetam uma sombra na cavidade. As “melânicas” apresentam a mesma pigmentação que a anterior, mas são causadas pelo acúmulo de melanina da exposição solar e estímulo hormonal. Já as “sanguíneas” têm cor roxa e aparecem com a aglomeração de hemoglobina ou produtos de sua degradação. Por último, as “vasculares” são mais azuladas e se manifestam pelo excesso de retenção de fluídos. Estas se agravam com o estresse e o cansaço, quando a circulação sanguínea na região fica parcialmente comprometida.

Como tratar?
Para tratar é preciso consultar um especialista e averiguar qual é o motivo da causa. Se o problema for a cor, existem dois tipos de pigmentos que podem ser utilizados durante o atendimento. Peeling ou laser, por exemplo, são procedimentos que renovam a coloração e podem ser eficazes nessas situações. Para flacidez, ultrassom microfocado, laser de CO2, radiofrequência fracionada e peelings mais intensos melhoram o aspecto. Outra saída é o preenchimento com estimulador de colágeno ou ácido hialurônico, um tratamento bastante eficaz. Em muitos casos, segundo os especialistas, o aspecto das olheiras não se dá pela estase venosa, nem as manchas por pigmento de melanina, mas pela sombra provocada pela presença de uma depressão na região. Essas pequenas depressões infraorbitárias podem ser preenchidas com cautela.

Existem tratamentos caseiros?
Existem métodos que ajudam a melhorar o fluxo na região, como massagens feitas com cremes próprios para o local. Uma dica é começar no cantinho do olho, próximo ao nariz, e ir em direção das olheiras. É importante usar hidratantes para melhorar a camada superficial da pele e o aspecto da região.

É possível remover as olheiras para sempre?
Fernanda Bortolozo destaca que isso não é possível, mas existem tratamentos com resultados contínuos. Um preenchimento na região, por exemplo, pode durar dois anos. Se problema for melanina e o paciente se manter prevenido, com protetor solar, hidratante, chapéu e cuidando da pele para não manchar outra vez, o efeito também é muito duradouro.

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