Foto: Divulgação
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Por Paula Jacob

No mês da História Negra nos Estados Unidos e poucas semanas antes da cerimônia do Oscar 2016, em que mais uma vez negros foram deixados de lado nas principais categorias, Beyoncé lança um dos singles mais poderosos dos últimos tempos: Formation. Divulgado estrategicamente no último sábado (06.01), a diva pop aproveitou o show do Super Bowl 50 para apresentar ao vivo a nova música.

Beyoncé sempre disseminou o empoderamento feminino em suas letras e performances, mas dessa vez foi muito além do que a parte conservadora americana esperava: falou sobre a injustiça com os negros. O clipe, lançado também no sábado, foi gravado em New Orleans, uma das regiões que mais sofre com a intolerância racial. Referências ao black power não faltaram, incluindo imagens de Martin Luther King e ao movimento Black Lives Matter.

A cantora provoca discussões sobre a violência policial, que, segundo o Mapping Police Violence, matou mais de 300 negros em 2015 e gerou diversas manifestações no país no início de 2016.  Além da aparência física, ganharam destaque frases como I like my negro nose with Jackson Five nostrils (eu gosto do meu nariz negro como manda o Jackson 5) e I like my baby hair, with baby hair afros (eu gosto do cabelo do meu bebê com cabelo de bebê afro) que preenchem os versos da música.

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Não demorou muito para a #BoycottBeyonce aparecer nas redes por causa do teor da canção. Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova York, Mike Huckabee, Peter T. KIng e o pré-candidato republicano Donald Trump foram alguns dos nomes que foram contra o ato político de Bey.

Após a impecável apresentação no intervalo do Super Bowl, a cantora conversou com o Entertainment Tonight e disse que “queria que as pessoas se sentissem orgulhosas e amadas por elas mesmas”. Ela também afirmou seu próprio sentimento de orgulho depois de tal performance ao vivo.

Confira abaixo o clipe de Formation, com figurino assinado pela Gucci, Miu Miu e Givenchy: