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Andréia Horta estava escalada para a novela “Em Seu Lugar”, que sucederá “Amor de Mãe” como trama das 21 horas, na Globo (ela será o par romântico de Cauã Reymond). Então veio a pandemia e as gravações foram adiadas. Por enquanto, teremos de esperar mais um pouco para ver a atriz de volta às telinhas. “Por estar em casa, tenho mais tempo livre, porém estamos com medo e lidando, diariamente, com o risco de morte”, desabafa.

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No entanto, ela tem produzido bastante durante a quarentena. Além de estrear uma nova temporada de “O País do Cinema”, programa que apresenta no Canal Brasil, ela tem dividido o palco virtual do “Cara Palavra” (apresentações em forma de recital) com Mariana Ximenes, Bianca Comparato e Debora Falabella. Inclusive, Andreia acaba de assinar seu primeiro vídeo à distância.

Além disso, ela estava pronta para estrelar a série “Colônia”, que dá vida a uma prostituta, e protagonizar o longa “O Jardim Secreto de Mariana”, de Sergio Rezende. Sobre esses e outros assuntos, que dizem respeito à quarentena e à vida pessoal, como o casamento com o humorista Marco Gonçalves, ela fala à Bazaar. Leia a íntegra:

Harper’s Bazaar – Como a quarentena alterou sua rotina, seja ela criativa ou de trabalho? Você acredita nesse “novo normal”?

Andréia Horta – Por estarmos em uma pandemia, o motivo que nos leva ao isolamento já é triste e terrível. Por essa razão, não tenho como acreditar nesse “novo normal” como forma de vida daqui em diante. Por estar em casa, tenho mais tempo livre, porém estamos com medo e lidando, diariamente, com o risco de morte.

As gravações da novela que você iria protagonizar foi interrompida. Você e o elenco têm se falado? Como acha que vão ser as gravações daqui para frente?

Nesse momento, entendo que as atenções estejam voltadas para os novos protocolos de segurança. Ainda não sabemos como será atuar (dentro dessas novas rotinas).

Sei que você assinou sua primeira direção à distância no projeto “Cara Palavra”. Como foi a sensação?

Adorei dirigir! É uma experiência carregada de responsabilidade, mas muito prazerosa. Todos os parceiros (editores, músicos e atrizes) foram fundamentais nesse processo. Dirigir continua sendo um trabalho coletivo, mas visto de outro ângulo.

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Como é atuar ao lado de Mariana Ximenes, Bianca Comparato e Débora Falabella. De onde surgiu isso tudo?

É uma alegria poder criar com elas! Toda semana, nos reunimos virtualmente, e pensamos tudo juntas. Surgiu no ano passado, através do Chuck Hipólito, quando nos encontramos para pensarmos em um projeto para palco no formato spoken word (performance artística em que as letras de músicas, poemas ou histórias são faladas ao invés de cantadas). Mas aí veio a pandemia e tivemos que adaptar tudo para que se transformasse em uma inevitável experiência digital. Estamos muito felizes com o resultado e com o retorno que temos recebido.

Você também acaba de estrear a quinta temporada de “O País do Cinema”, no Canal Brasil. Para estar à frente do programa, como é sua lição de casa?

Assisto todos os filmes, leio as entrevistas realizadas com meus convidados anteriormente, estudo a ficha técnica e realizo reuniões com a equipe de criação do programa. Também tenho um caderno de cada temporada onde anoto muita coisa.

O que essa temporada se difere das anteriores? O que mais gostou dela?

Diferente das outras temporadas, que tinham 26 episódios, essa tem 13. O que adoro nessa temporada, além de todos os episódios em si, é o fato de terem criado os podcasts, que amo! Tudo isso, mais o fato do programa entrar em seguida ao filme, é novidade! Estou muito feliz com o retorno que estamos tendo.

Também está previsto para este ano sua estreia na série “Colônia”, em que você interpreta uma prostituta. Como foi o laboratório para essa série?

Foi um laboratório intenso e uma pesquisa vasta. Também trabalhamos com o preparador Luiz Vicente e tivemos um elenco maravilhoso! Além disso, fomos a um CAPS e tivemos reuniões com um médico. Nos colocamos em um estado constante de busca por esses personagens o tempo inteiro no set. Embora isso possa parecer óbvio, o estado desses personagens era alterado e tinha uma outra qualidade de encontro com o nosso corpo.

Na live de Bazaar, você falou que era um hospício que atuava como espécie de centro punitivo… Você acredita em energia dos lugares? Como foi visitar e gravar lá?

Acredito e sinto as energias. Não filmamos em Barbacena, filmamos em um casarão desativado em São Paulo. Apesar disso, a energia está no que evocamos. Não foi fácil.

Como ficou o lançamento do seu longa, “O Jardim Secreto de Mariana”, dirigido por Sérgio Rezende?

Acredito que deva ser lançado esse ano, mas ainda não temos a data confirmada.

Você e o Marco Gonçalves (comediante) estão casados há um ano. Imagino que a quarentena também tenha afetado o relacionamento de vocês. Vocês têm discutido possibilidades de trabalharem juntos?

Nos amamos ainda mais durante esse período isolados em casa! Por enquanto, ainda não temos projetos de trabalharmos juntos.


 

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