Foto: Divulgação/Fixers
Foto: Divulgação/Fixers World

Por Igor Zahir

Não é recente o interesse que as pessoas têm por presenciar o pôr do sol em lugares da moda, reunir os amigos para apreciar o luar, ou organizar viagens aos destinos mais paradisíacos a fim de perseguir fenômenos como a Aurora Boreal. Entretanto, pode-se dizer que estamos vendo o céu de maneira diferente do que sempre aconteceu.

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Quando o wellness foi confirmado como macrotendência e despertou a necessidade de uma consciência social e ambiental – sobretudo com o desgaste gerado pelos estresses políticos e a ansiedade econômica -, ganhou força a urgência em se voltar para dentro de si. Recarregar as baterias, fazer uma imersão na espiritualidade, sem necessariamente envolver religião. Ao mesmo tempo, com o interesse compulsivo de tudo que envolve bem-estar, os projetos de lazer precisaram acompanhar o ritmo, tomando um rumo que foge das tradicionais capitais cosmopolitas e extremamente urbanas do globo.

Foto: Divulgação/Fixers
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O astroturismo, que virou febre mundial, é uma tendência do mercado de lifestyle que envolve desde pacotes para instalações de astronomia ou atividades a céu aberto, até uma variação do ecoturismo que oferece experiências com a natureza. A indústria de viagens se rendeu e, felizmente, passou a criar pacotes que levam os clientes para os lugares mais remotos do planeta, com pouca iluminação artificial e munidos de luz natural. Acampamentos dispersos, áreas sem conexão com a Internet, campos subdesenvolvidos, desertos fora da rota clichê. Todas essas opções são um verdadeiro deleite para os astroturistas. Com o eclipse em agosto de 2017, os hotéis e alojamentos dos Estados Unidos ficaram esgotados, com cerca de 50 mil pessoas interessadas em ver a lua cobrir o sol por apenas dois minutos.

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Desde então, o astroturismo não para de crescer. Em Portugal, a cidade de Évora foi classificada pela Fundação Starlight como uma das melhores do país para observar o céu, resultando no recorde local de 64% de viajantes hospedados através do Airbnb. Nas Ilhas Canárias, quando anunciaram uma “experiência exclusiva” para assistir Marte se aproximando da Terra e o eclipse lunar mais longo do século, as ofertas se esgotaram dentro de um dia. Na Suécia, a agência Fixer dispõe de um tour de caiaque pelo arquipélago de Saint Anna durante quatro dias para observar o céu estrelado. Já a FlashPack criou um pacote de oito dias em oceanos, montanhas e desertos na Jordânia. Para os mais radicais, há até festivais para curtir o céu aberto (e fazer bela fotos), como eventos em planetários nas montanhas norte-americanas de Idaho e Utah, ou em parques da África do Sul.

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Claro que já existem versões “gourmet” do astroturismo, com spas e resorts que organizam “banhos de lua” e quartos com pátios no meio do nada. No entanto, vale salientar, quem busca esse tipo de aventura, quer escapar dos efeitos das metrópoles que transpiram capitalismo. Quanto mais inóspito e rústico for o roteiro, mais interessante se torna a viagem. De preferência longe do vício digital e da overdose de informações. A dica é: desconecte, aproveite cada minuto e deixe para compartilhar nas redes sociais somente depois. Quando alguém lhe perguntar suas impressões, você pode até usar aquele clichê de que tudo “estava escrito nas estrelas”.

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