Roteiro imperdível em Porto de Galinhas

Porto de Galinhas se torna destino irresistível, no estilo orgulho nacional que gringo a-do-ra

by Camila Neves
Foto: Lu Benitez

Foto: Lu Benitez

Para onde quer que se olhe, a paisagem é de tirar o fôlego: de um lado, o mar transparente com águas mornas – 28 graus, em média – e repleto de corais, piscinas naturais e peixes coloridos. De outro, as centenas de coqueiros fincados à beira-mar, que dançam conforme o vento sopra. Some a isso o fácil acesso, o clima quente durante o ano inteiro, a culinária sem defeitos (um deleite para quem curte frutos do mar!), o povo acolhedor e a infra-estrutura de primeira – que deu um belo upgrade nos últimos anos – e voilà: Porto de Galinhas se torna destino irresistível, no estilo orgulho nacional que gringo a-do-ra.

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A começar pelos portugueses, que invadiram o lugar para a extração de pau-brasil no século 15 e o batizaram de Porto Rico. Trezentos anos mais tarde, o desembarque clandestino de escravos que vinham escondidos embaixo de engradados de galinhas d’angola e eram anunciados pela senha “Tem galinha nova no Porto!” rebatizou a vila para o nome que hoje é conhecida.

Foto: Lu Benitez

Foto: Lu Benitez

A vinda dos irmãos lusitanos teve lá suas recompensas – o sucesso das exportações de açúcar trouxeram riqueza e atraíram novos colonos europeus que construíram no estado um dos mais ricos patrimônios arquitetônicos da América Colonial. No centrinho ainda é possível conferir algumas casas coloridas de época, que hoje perdem os holofotes para a exposição permanente, ao ar livre, de artesanato local (as galinhas esculpidas em coqueiros de Gilberto Carcará são as mais famosas).

O lugar foi uma espécie de tesouro durante muito tempo. O turismo de massa demorou a chegar, apenas em meados de 1990. De lá para cá, as visitas aumentaram de forma um tanto desenfreada: no ano de 2018 foram mais de um milhão de turistas, em sua maioria de outros hermanos, os argentinos. Junto com a procura, parte do charme de raiz ficou para trás, mas as melhorias gerais tornaram-se visíveis, com serviço diferenciado (eita, povo simpático!) e maior qualidade da rede hoteleira.

Praia de Muro Alto - Foto: Reprodução/pousadaportodegalinhas.com

Praia de Muro Alto – Foto: Reprodução/pousadaportodegalinhas.com

Há hospedagem para todos os gostos: resorts pé na areia em praias como a do Cupe e de Muro Alto, pousadas de pequeno e médio porte no centro e outras de proposta rústica na Praia de Maracaípe, point do surfe e do kitesurfe. Há ainda quem faça bate-volta de Recife, que fica a 64 km dali (não aconselhamos, muito puxado).

Restaurante Beijupirá - Foto: Lu Benitez

Restaurante Beijupirá – Foto: Lu Benitez

A exclusividade do lugar se resume a spots específicos como o Beijupirá, restaurante tradicional para quem gosta de peixes e frutos do mar servidos na fruta (acompanhados de caipirinha!) e o Porto de Galinhas Praia Hotel, que une tudo o que a gente mais gosta: tranquilidade, design, música e boa gastronomia. Dê preferência à suíte luxo com piscina particular e vista parcial do mar, e se a visita acontecer depois de outubro, não deixe de fazer uma bela massagem ou outro tratamento corporal no spa que está prestes a inaugurar! No restô do hotel, as pedidas são lagosta, bobó de camarão e pudim de leite com receita especial e deliciosa.

O que fazer

Pontal de Maracaípe - Foto: Reprodução/pousadaportodegalinhas.com

Pontal de Maracaípe – Foto: Reprodução/pousadaportodegalinhas.com

A grande barreira rochosa de arenito que forma as piscinas naturais continua sendo atração principal da região, o que ajuda a fazer a fama dos passeios de jangada, que saem do Pontal de Maracaípe (o pôr do sol de lá é maravilhoso!) e também levam às áreas de mangue e de preservação do cavalo-marinho, um dos símbolos de Porto de Galinhas. Saia no primeiro horário da manhã, quando a maré ainda estiver baixa. E não deixe de conferir a piscina que tem o desenho do mapa do Brasil.

Passeios de buggy ponta a ponta também fazem sucesso, e são ótimos para se ter um panorama geral de todas as praias. O itinerário demora cerca de 3 horas para ser concluído e inclui paradas estratégicas para banhos de mar, muitas fotos e água de coco.

Mergulho de cilindro é outra opção para os mais corajosos – há dez principais pontos de exploração na região, incluindo paredes de arrecife e naufrágios como o Galeão, situado a 35 metros de profundidade e com excelente vida marinha. A melhor época para mergulho vai de outubro até março.

Três dias inteiros é o mínimo de tempo exigido para aproveitar bem Porto de Galinhas. Tente evitar dezembro e janeiro, meses de pico máximo. Maio, junho e agosto são quentes e tranquilos, mas chuvosos. Nossa dica: vale arriscar!

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