A designer Carla Amorim - Foto: divulgação
A designer Carla Amorim – Foto: divulgação

Em depoimento a Ligia Carvalhosa

10:00
Acordo com o despertador do meu ce­lular. É sempre difícil, por­que gosto muito de dormir. Se me deixar, deito às quatro da manhã e levanto ao meio-dia. Com oito ho­ras de sono já fico bem, mas dez é o ide­al, aí fico feliz.
10:05
Tomo café da manhã na cama. Quase sempre é suco verde com tapioca ou banana.
10:20
Faço personal em casa, três ve­zes por semana: segunda, quarta e sexta-feira. A aula está marcada para as dez horas, mas estou sempre atra­sada, tenho essa fama. Não gosto e tenho muita pre­guiça, por isso instalei uma sala de ginástica bem perto do meu quarto. É a lei do mínimo esforço.
11:20
Tomo um banho e visto meu roupão da Trousseau e, 20 minu­tos depois, volto para a cama para ler as notícias do dia no iPad. Meu marido [o diretor de relações internacionais Fa­bio Augusto Andrade] já leu todos os jornais e me manda por e-mail uma seleção do que devo ler. Vejo e-mails, olho o Instagram e checo a minha agenda pessoal e de trabalho.

Brincos de ouro e diamantes da Carla Amorim- Foto: divulgação
Brincos de ouro e diamantes da Carla Amorim- Foto: divulgação

13:30
Felipe e Tiago, meus filhos gêmeos, já chegaram da escola e almoçamos todos em casa, normalmente no meu quarto, na cama, que é bem ampla. Adoro ficar no quar­to e sou muito apegada à minha família. Não como carne vermelha, nem chocolate, fiz uma promessa quando eles nasceram, há 14 anos. Gosto de peixe e frango. Minha família trabalha com avicultura, e as aves vêm da nos­sa fazenda. Meu paladar pede por comida caseira. De sobremesa, frutas. Não tomo refrigerante, prefiro su­cos.
14:30
Duas vezes por semana tenho compro­missos na loja ou no escritório; nos outros dias, passo a tarde trabalhando em casa. Tecnologia é uma superaliada, resolvo muita coisa pelo telefone, Skype e WhatsApp. Estou em contato com minha equipe o tempo todo, gosto muito de conversar, mas me concentro melhor quando estou sozinha. Olho o que já desenhei – são mais de três mil joias. Às vezes, de uma mesma referência, posso pensar outra peça. A natureza é minha maior inspiração. Minhas joias que remetem à textura da espuma do mar são um clás­sico da marca. Sempre fotografo referências e pode demorar meses, até anos, para que isso se torne uma peça. Para organizar o lado prático da vida, uso o celular, mas, para o lado criativo, desenvolvo no papel, colo folhas, escrevo notas… Preciso visualizar. Ah, e continuo de roupão, gosto de me sentir confortável enquanto estou trabalhando e criando. Fica tudo mais fácil.
18:00
Troco-me para ir à missa, vou ri­gorosamente todos os dias. Não me arrumo muito. Não gosto de perder tempo. Até porque não tem o que pensar, gosto de roupa fácil – não levo nem dez minutos para ficar pronta.
18:30
É uma missa curta, no Lago Sul, onde moro, em Brasília.

Anel de ouro com diamantes brancos - Foto: divulgação
Anel de ouro com diamantes brancos – Foto: divulgação

19:00
Volto para casa e me arrumo para algum compromisso, a vida em Brasília é agitada. Começo pela maquia­gem, uso um CC Cream da Amore Pacific, com tom bem natural. Blush, más­cara de cílios e batom, sempre. Brasília é muito seca e preciso estar sempre com algo nos lábios. Também não vivo sem perfume. Gosto do Blue, da Ralph Lau­ren. Mas já saiu de linha e tenho dificuldade de achar, por isso, tenho um plano B, Un Jardin en Méditerranée, da Hermès. Adoro cheiros. Temos muitos eventos, preci­so escolher uma roupa com que possa ir de um lugar a outro. Normalmente, começo pelas minhas joias, depois me visto. Tenho uma seleção de peças mais básicas, que estão sempre à mão – posso passar um mês com os mesmos anéis. No meu closet, é tudo mui­to organizado, tenho micro TOC – arrumar é uma terapia. Minhas roupas, meus sapatos e acessórios estão organizados por cor. Gosto de Cris Barros, Carina Duek, Egrey, Mar­tha Medeiros, Isabel Marant, Valentino, Pucci e Gucci. Nos pés, sapatos Aquazzura. Gosto muito de rasteiras, mas, nessas ocasiões, prefiro usar salto alto, acho mais elegante.
19:30
A família está novamente reunida. É hora do lanche, queijos, tapioca e frutas. Não im­porta se tenho um jantar, prefiro comer em casa antes de sair.
20:00
Saio de casa com Fabinho. Temos muitos happy hours, festas e eventos. Na maioria das vezes, vamos à casa de amigos, mas também frequentamos restaurantes como Piantella, Gero, Soho e Bo­targa. Gosto de dirigir rápido, o tempo é algo que escorre pelas mãos.

Brincos em ouro rosa com rubis e diamantes - Foto: divulgação
Brincos em ouro rosa com rubis e diamantes – Foto: divulgação

00:00
Quan­do o evento não é longo, já estamos de volta. É um momento só nosso, de conversa, sem filhos.
02:00
Não consi­go dormir com fome, é hora da ceia. Procuro focar em frutas e queijos, tento ser light. Tomo chá. Aprendi depois que parei de tomar café e, hoje em dia, gosto muito, principalmente de bol­do e carqueja. Não são ervas que fazem sucesso, carrego na carteira para garantir.
03:00
Tomo um longo banho, é hora de pensar no dia que passou. Visto uma camisola, sempre a mais confortável.
03:40
Rezo os meus ter­ços todos os dias, de joelhos, há 14 anos.
04:00
Deito-me. O Fabinho é muito calorento e deixa o ar-condicionado fortíssimo. Sou friorenta e durmo com uma enorme pilha de edredons