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Dicas para reutilizar roupas e objetos com muita bossa na decoração e no closet

A designer de cintos e joias Stephanie Bekes Camargo mostra como decorar a casa e montar um closet com peças vintage

by Renata Brosina
Stephanie usa blusa de seu acervo pessoal, calça japonesa vintage, sapatos Rochas e pulseiras Flavia Madeira - Foto: Vinicius Postiglione, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi

Stephanie usa blusa de seu acervo pessoal, calça japonesa vintage, sapatos Rochas e pulseiras Flavia Madeira – Foto: Vinicius Postiglione, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi

Mesmo se você entrar na casa de Stephanie Bekes Camargo sem que ela esteja por lá, acredite, a atmosfera do lugar já diz muito sobre a proprietária. Os ambientes claros com interferência de texturas e antiguidades, além das flores e pedras em alguns espaços, espelham os traços criativos e ousados dela e do namorado, Lorenzo Lo Schiavo.

Bota Valentino e cinto Struktura - Foto: Vinicius Postiglione, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi

Bota Valentino e cinto Struktura – Foto: Vinicius Postiglione, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi

“Tudo tem uma ligação com a maneira que nos vestimos. Às vezes, sou mais minimal, e o Lorenzo é o oposto”, conta ela, colecionadora de peças vintage. “Gosto de coisas que têm história. O antigo ainda carrega uma ideia de produção feita com maior cuidado, além de ser único, com uma estética emblemática de outros tempos”, diz Stephanie, que considera isso uma forma de valorizar o passado e, de quebra, evita que se torne lixo.

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Um toque de classe: flores e pedras dentro de um prato - Foto: Vinicius Postiglione, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi

Um toque de classe: flores e pedras dentro de um prato – Foto: Vinicius Postiglione, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi

Após trabalhar seis anos em galerias de arte no Brasil e mais dois em Londres, a designer decidiu unir sua personalidade e o mix and match vintage a elementos naturais para a Struktura (que significa “textura” em húngaro), marca de cintos e joias que iniciou fora do Brasil com uma proposta irreverente e que hoje vende em multimarcas como a Pinga, em São Paulo.

Stephanie  usa camisa vintage Fat Face Cat, calça Luciana Issa e babouche marroquina de seu acervo - Foto: Vinicius Postiglione, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi

Stephanie usa camisa vintage Fat Face Cat, calça Luciana Issa e babouche marroquina de seu acervo – Foto: Vinicius Postiglione, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi

Com o escritório em casa, inspiração para criar não falta. Os espaços têm uma vibe europeia, com um rico encontro de épocas e culturas. A maioria dos objetos foi comprada em Londres, durante o tempo em que viveu por lá. “Morava em Angel e ali perto, na Camden Passage, tinha um tipo de feira de antiguidades a cada dia da semana. Do outro lado da avenida, havia uma casa de leilões incrível. Comprei várias coisas inacreditáveis lá”, relembra Stephanie. “Na Inglaterra, é comum ver famílias se desfazendo de móveis maravilhosos, e os preços são ótimos.”

Experimente usar óculos vintage em meio a pedras para decorar a sua sala - Foto: Vinicius Postiglione, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi

Experimente usar óculos vintage em meio a pedras para decorar a sua sala – Foto: Vinicius Postiglione, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi

Entre os garimpos, está o biombo preto de pássaro, pendurado na sala próxima à biblioteca, ao lado de tapetes marroquinos e muito artesanato. No décor há também o quadro chinês – presente da mãe, Nadia -, vasos de flores da avó e mesa do escritório, que foi presente de casamento dado aos pais de Lorenzo.

Colares de tribos indígenas podem ser usados como objetos de decoração - Foto: Vinicius Postiglione, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi

Colares de tribos indígenas podem ser usados como objetos de decoração – Foto: Vinicius Postiglione, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi

Tudo tem uma história para contar. “Nós resgatamos alguns móveis da nossa família, que, naturalmente, já carregam uma série de informações. É legal poder interpretar o uso de cada um deles do nosso jeito”, explica.

 Stephanie Camargo usa blusa de seu acervo, calça Sacai, sapatos Céline e brincos Struktura - Foto: Vinicius Postiglione, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi

Stephanie Camargo usa blusa de seu acervo, calça Sacai, sapatos Céline e brincos Struktura – Foto: Vinicius Postiglione, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi

Com tanta informação visual e faro fino, Stephanie fez uma curadoria de preciosidades para criar seu guarda-roupa. “Vejo a moda como uma espécie de herança, que você pode passar para a sua filha, sobrinha e assim por diante.” Há desde uma blusa Nina Ricci da década de 1950, que era da avó, à calça japonesa comprada em uma loja de artigos vintage em Nova York, passando por uma série de outras descobertas em second hands pelo mundo. “Faz um ano e meio que parei de comprar fast fashion. Você pode encontrar roupas de marcas incríveis por preços bons em brechós. A gente precisa ter mais consciência sobre consumo e descarte.”

Pequenos detalhes que fazem a diferença, como a onça garimpada em Londres - Foto: Vinicius Postiglione, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi

Pequenos detalhes que fazem a diferença, como a onça garimpada em Londres – Foto: Vinicius Postiglione, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi

Na hora de montar o look, ela tende a estar elegantemente overdressed. “É natural eu estar um pouco mais vestida do que a ocasião pede.” Segundo ela, esse gosto vem da infância. “Quando tinha 5 anos, adorava me vestir para ir à escola. Já que não tinha uniforme, tive a fase de usar só vestidinho e outra só calça com mocassim. Uma vez, a diretora ligou para a minha mãe reclamando do atraso do meu irmão na aula. A resposta dele foi: ‘mãe, a Stephanie demora 40 minutos para escolher a roupa’.”

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