Por Lucas Boccalão

“Essa coleção vem de uma vontade minha, um desejo de conforto”, disse Oskar Metsavaht no backstage de seu desfile de inverno 2016. Dessa vontade de conforto, então, vieram as formas amplas e afastadas do corpo, quase japonista, apesar da ideia nunca ter passado por lá, segundo o próprio estilista. E como 2016 é ano de Olimpíadas, a cartela é composta pelas cinco cores dos anéis olímpicos.

Mas, na Osklen, nada é literal e as referências são sempre reduzidas ao máximo. Os tons da cartela são retrabalhados, ganham sofisticação e nuances invernais. As silhuetas, golas e decotes vêm dos estudos que a equipe fez dos uniformes esportivos da década de 20 e, claro, do início do esporte na Osklen. Como bem explicou Oskar, a idéia parte do clássico, mas sempre com um twist. O moletom ganha mangas dubladas e mais infladas, várias peças são cobertas e ajustadas por amarrações de cadarços exageradas, a vontade de conforto fez a equipe tirá-los dos sapatos e incluir nas roupas, até que, enfim, eles voltam para os tênis de cano alto que já são desejo puro.

O veludo molhado substitui a malha de moletom para sofisticar ainda mais as silhuetas relaxadas e a apresentação fecha com uma série de looks estampados ou bordados com fios dourados, que formam o padrão das folhas de louro.

Com uma ode à idéia grega das Olimpíadas, Oskar cria uma sucessão de hits, da cabeça aos pés, literalmente, afinal de contas, a tiara é uma graça, não?