Por Luciana Franca

Lala Rudge é a covergirl da nossa edição de junho/julho! Em editorial clicado por Ace Amir styling de Jahulie Elizalde, Lala mostra o melhor do estilo College Miu Miu ao lado de  joias Tiffany & Co. Na galeria você confere os cliques e abaixo, o bate papo:

Nem todo mundo sabe que seu nome é Maria Imaculada da Penha. Desde quando virou Lala? 
O apelido é desde sempre, pois minha família toda tem Maria no primeiro nome em homenagem a Nossa Senhora. Minha mãe é Maria Gisela, minha irmã é Maria das Graças e ela é a única que realmente chamam de Maria. Minhas primas, tias e eu temos apelidos, como Ciccy, Riccy, Chiara, Piella, etc.

Você vem de uma família tradicional e poderia ter se acomodado com o status de garota bem-nascida. Mas parece correr sempre atrás: trabalha desde os 16 anos (nas lojas Daslu e Mixed), foi umas das primeira blogueiras de moda no Brasil e tem uma marca de lingerie. De onde vem esse espírito empreendedor?
Acho que esse espírito empreendedor vem do meu pai (Zeca Rudge)! Cresci vendo ele trabalhar muito, sempre foi muito dedicado e focado, conquistou tudo sozinho e isso me inspirou. Admiro muito ele!

Além de seu pai, que acabou de citar, quem mais te inspira na vida e nos negócios?
Na vida, ele e minha mãe. Nos negócios, ele e todos os empresários que conseguem “sobreviver” no Brasil, nesse momento tão difícil do País.

Por que decidiu ter uma marca de lingerie?
Sempre sonhei em ter minha própria marca. Mesmo com o blog, com as minhas coleções para outras marcas, não me sentia 100% realizada. Queria construir algo do zero, algo meu! E sempre fui apaixonada por lingerie, por esse universo tão feminino e delicado, tinha um acervo enorme e percebi que nele não tinham peças nacionais. Sentia falta de uma marca jovem, atual, que tivesse conectada com as tendências da moda e com preço legal. Senti uma “brecha” no mercado e dai tive a ideia da La Rouge! Juntei a fome com vontade de comer (risos).

Quais são seus próximos passos? Onde quer chegar?
O recente lançamento do nosso e-commerce foi, sem dúvida, um grande passo e minha principal aposta para este segundo semestre do ano. Levamos cinco anos para criar esse canal para os consumidores, pois primeiro consolidamos a marca, posicionamos sua identidade e formatamos o mix de produtos, para então lançar o nosso próprio e-commerce. Mesmo eu tendo nascido nesse mundo virtual, acho muito importante ter um mix completo para entrar de cabeça no online! Outro ponto muito importante foi a criação da minha nova marca, LR! Desde que criei a La Rouge tinha o sonho de uma marca mais acessível e essa vontade aumentou ainda mais depois da minha coleção cápsula para a Riachuelo (em 2015). As vendas superaram todas as expectativas e essa ideia não saia da minha cabeça! Então, ano passado resolvi finalmente tirar essa ideia do papel e apresentei o projeto para a Riachuelo, pois queria eles como parceiros! Logo de cara eles toparam e hoje vendemos com exclusividade em 115 lojas deles espalhadas pelo Brasil. São novidades mensais! E, considerando minha paixão pelo universo da lingerie e no crescimento da marca La Rouge Belle e a consolidação da LR, me vejo cada vez mais focada em minhas grifes, na expansão das lojas La Rouge e, quem sabe, na internacionalização das marcas. Ainda temos uma grande novidade para setembro, mas esta eu conto depois para vocês.

Você fica muito bem em vídeo. Por que ainda não tem um canal próprio?
Obrigada (risos)! Mas não amo vídeos, não me sinto muito à vontade. Adoro fazer shootings e hoje prefiro focar na minha marca, ficar mais no backstage, não dá tempo para fazer tudo.

Quais sãos as maiores dúvidas das leitoras e seguidoras?
Acho que elas amam dicas de beleza: tratamentos estéticos, dicas de makes, produtos de cabelo, esse tipo de coisa. E há curiosidade sobre minha vida pessoal também (risos).

Não vive sem… Qual é a sua maior perdição?
Coca-Cola Zero! Sou viciada! Tomo no café da manhã.

Em qual situação caiu a ficha de que é uma pessoa famosa?
Quando começaram a pedir para tirar fotos comigo na rua!

Como foi a repercussão de sair na capa da Bazaar?
Foi incrível! Quando segurei a revista, fiquei emocionada, deu um frio na barriga do tipo “Meu Deus… sou eu na capa da Bazaar” (risos)! E a repercussão foi maravilhosa, onde vou comentam comigo que gostaram muito do resultado, pois fiquei diferente nas fotos, mas (vocês) mantiveram a minha identidade, essência!

Maquiagem: CHRISTYNA KAY

Cabelo: TAKAYOSHI TSUKISAWA