Bulgari: B.zero1 celebra 20 anos com arte

Joalheria comemora a marca de 2 milhões de anéis vendidos pelo mundo

by Luciana Franca
Foto: Divulgação

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Quando Silvia Schwarzer, diretora de design interior e merchandising visual da Bulgari, ouviu do curador do planetário de Milão que o ouro veio do espaço – os cientistas acreditam na teoria de que o metal teria chegado ao planeta por meio de uma chuva de meteoritos –, tudo passou a fazer ainda mais sentido, como se o universo tivesse conspirado a favor.

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Afinal, o Civico Planetario Ulrico Hoepli foi o lugar escolhido para a tradicional marca italiana de joias ocupar com arte e celebrar os 20 anos da icônica coleção de anéis, pingentes, pulseiras e brincos B.zero1 durante a Semana de Design de Milão, em abril.

A convite da Bulgari, Tomás Saraceno, artista argentino baseado em Berlim, ocupou a cúpula com a exposição Weaving the Cosmos, em que suspensas teias de aranhas douradas – tecidas por duas espécies de aracnídeos, Nephila senegalensis e Cyrtophora citricola – conversam perfeitamente com o cenário escuro que tem a galáxia projetada no teto. Tão impressionante quanto as formas das teias são os efeitos sonoros.

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O estúdio do artista desenvolveu dispositivos que traduzem a atividade das aranhas tecendo em sons audíveis pelo ouvido humano. Após passar pela experiência introspectiva de Saraceno, uma explosão de cores e imagens. Em um anexo construído no jardim do planetário, Silvia e sua equipe fizeram uma ode à B.zero1. A entrada da instalação, que mostra a evolução das peças da coleção, foi toda tomada pela cor de açafrão. “Esse tom característico da Bvlgari remete ao pôr-do-sol de Roma, onde a joalheria começou (em 1884)”, explica Silvia.

Enormes telões e vitrines que trazem os processos de montagem das joias, exibidos em um ambiente com clima sci-fi, recontam a história da coleção, que nasceu inspirada no Coliseu.

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Para capturar a geometria fluida do anfiteatro romano, a maison quebrou as regras do design de joalheria em 1999 e desenvolveu uma técnica inédita de tubogás para criar um tipo de espiral com um núcleo oco e cilíndrico. Bazaar foi até a Manifattura Bvlgari, em Valenza, a uma hora e meia de Milão, para ver de perto todo o processo de fabricação da coleção B.zero1.

A fábrica ocupa, desde 2017, dois prédios com diferentes estilos arquitetônicos – um deles já existente, construído em 1860 – evocando, simbolicamente, o DNA da marca: tradição e inovação. A área de 15 mil quadrados abriga uma escola para formar futuros artesãos, emprega mais de 700 funcionários e ostenta o certificado Leed (Leadership in Energy & Environmental Design), pelo baixo impacto ambiental.

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Nesses 20 anos, a joalheria vendeu mais de dois milhões de anéis B.zero1 pelo mundo e já teve a colaboração criativa do escultor Anish Kapoor e da arquiteta Zaha Hadid, que fizeram edições especiais. A graça da linha é que suas espirais de várias alturas permitem o uso de materiais inovadores nas estruturas de ouro, como mármore colorido e cerâmica. Muitas possibilidades que permitem a Bulgari vender mais dois milhões de anéis – pingentes, brincos e pulseiras – nas próximas duas décadas.

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