Gabriella Constantino - Foto: Rodrigo Zago/Haper's Bazaar Brasil
Gabriella Constantino – Foto: Rodrigo Zago/Haper’s Bazaar Brasil

“Sempre tive vontade de usar a moda para criar algo diferente e que pudesse mudar a vida das pessoas”, diz a empresária Gabriella Constantino. Faltava decidir que caminho seria esse. “Sabia que não queria ser estilista e não tinha interesse em criar uma marca de roupas com o meu nome.”

Após um período de inquietação e de temporadas de estudos na Europa, a brasiliense chegou ao resultado da equação. Há quatro anos, o Pretty New, um dos primeiros brechós de luxo online do País, foi lançado com foco em evitar o fim precoce de peças de luxo no fundo do closet e permitir que as it-bags, por exemplo, tivessem outros donos e mais longos anos de vida pela frente.

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Sandália da Hermès (R$ 1.390) e óculos Fendi (R$ 790) - Foto: Reprodução/Instagram/@_prettynew
Sandália da Hermès (R$ 1.390) e óculos Fendi (R$ 790) – Foto: Reprodução/Instagram/@_prettynew

“Na época do lançamento, várias marcas tinham seus sites, mas poucas com e-commerces, de fato, funcionando. O começo foi difícil, porque as pessoas estavam um pouco resistentes a comprar pela internet um produto de luxo second hand. Desconfiavam da autenticidade, qualidade e queriam ver pessoalmente, tocar”, relembra.

Ter morado em Londres por quatro anos e frequentado as tradicionais feiras só reforçou o gosto de Gabriella por brechós. Desde muito nova ela tem o espírito desbravador de garimpar preciosidades usadas, seja nos sem número de cabides da Brick Lane, em endereços bacanas de Paris ou, até mesmo, no guarda-roupa das avós.

Bolsa Kelly, da Hermès, à venda por R$ 42.900 - Foto: Reprodução/Instagram/@_prettynew
Bolsa Kelly, da Hermès, à venda por R$ 42.900 – Foto: Reprodução/Instagram/@_prettynew

“Adoro descobrir itens vintage perdidos por aí e resgatar histórias. É algo que só você tem e é pouco provável encontrar alguém com a mesma roupa”, diz ela, que, ao retornar para Brasília, resolveu abrir o seu próprio brechó para incentivar essa experiência e tornar os itens de grifes luxuosas um pouco mais acessíveis.

“É uma maneira de realizar sonhos de pessoas que querem comprar um produto de grife, mas não conseguem adquirir do jeito convencional.” Além disso, todo discurso atual sobre sustentabilidade ganha ainda mais força quando as roupas têm outra chance. “A moda precisa ser gentil com o meio ambiente. O planeta não aguenta mais esse sistema de consumo desenfreado, gerando cada vez mais lixo e poluição.”

Lenço de seda da Dior, à venda por R$ 890 - Foto: Reprodução/Instagram/@_prettynew
Lenço de seda da Dior, à venda por R$ 890 – Foto: Reprodução/Instagram/@_prettynew

Atualmente, a jovem de 27 anos vê a plataforma como um importante termômetro comportamental, comparando com o início do projeto. “Antes, tínhamos pouca cultura de brechó no Brasil. Hoje, vejo que os preconceitos estão acabando e as pessoas estão enxergando esse tipo de compra como algo legal.”

Por causa da maior procura por produtos de luxo que estão fora das vitrines dos shoppings, Gabriella vai inaugurar, em três meses, sua primeira guide shop em Brasília, especialmente, para oferecer uma experiência diferente para a consumidora online. “No espaço, vamos atender com hora marcada para as clientes conhecerem os produtos de perto e experimentarem o que viram no site”, conta ela, que revela à Bazaar os detalhes do lugar.

Escarpin Louboutin, à venda por R$ 2.690 - Foto: Reprodução/Instagram/@_prettynew
Escarpin Louboutin, à venda por R$ 2.690 – Foto: Reprodução/Instagram/@_prettynew

“Vai ser um ambiente moderno, com estilo californiano e todo pink millennial. Vai ser uma espécie de caixa toda rosa. Teto, piso, parede, móveis… tudo!” Gabriella vai além. Já promove a doação de R$ 10 a cada peça vendida para uma instituição social – “este ano, estamos apoiando a tribo das índias wai wai (na Amazônia). Quero realmente poder ajudar e me envolver nos projetos sociais”.

E também vislumbra o Pretty New ainda mais longe. “Tenho muita vontade de expandir a plataforma para fora do Brasil.” Ela voa alto, e não poderia ser diferente. Afinal, ela tem o DNA da família fundadora da Gol Linhas Aéreas.

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