Por Ligia Carvalhosa

Armaduras medievais, vistas em museus de Praga, ganham leveza nas mãos de Lolita Hannud, que transforma a rigidez do metal em tramas de tricô que abraçam o corpo em movimento. Plissados em camadas, largos zíperes aparentes e escamas da rayon em cascatas e fios trançados como malhas metálicas ganham colorido sombrio.

Neste inverno, esqueça a profusão de cores de estações passadas da Lolitta, prata, preto, cobre e dourado são os tons que vestem uma mulher que vai à luta. “É uma Joana D’Arc com um ar grunge, meio rocker”, contou a estilista antes da apresentação. Amplos casacos peludos fazem contraposição aos vestidos justos desenhados para sua fiel cliente. São boas também as capas e vestidos de fita entrelaçada com couro que se transformam em franjas.