Por Luigi Torre

Via de regra, roupas sãos protagonistas e acessórios, coadjuvantes. Exceto quando se é uma marca responsável pelas bolsas mais desejadas da atualidade (e também aquela que lançou o fenômeno da it bag). Foi assim na manhã desta quinta-feira (25.02), quando a Fendi colocou uma alfaiataria superfeminina como complemento às bolsas de patchwork ondulado; saias e vestidos com babados junto a cuissardes decoradas com o mesmo artifício; e vestidos metalizados com florais orientais ao lado de maxibolsas forradas de pele.

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O fio condutor são ondas, ou impressões onduladas, traduzidas em recortes, estampas, tingimentos ou nos recorrentes e onipresentes babados. A decoração com ecos 80’s serve também como conexão para outra mensagem, uma de feminilidade, mesmo quando o rigor da alfaiataria se faz mais presente. Mais ao fim da apresentação, florais orientais acenam para a moda dos anos 1970 com toques retrôs ainda mais fortes, porém traduzidos para o aqui e agora em silhuetas mídi e proporções mais afastadas do corpo.

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Referências demais? Sim, o mix&match ou esse pastiche cultural, que há tempos é apontado como característica essencial dos nossos tempos, tem se tornado o modus operandi favorito das marcas nessa estação (Gucci, Burberry e Marc Jacobs só para citar algumas) e dizem respeito sobre o crescente poder de escolher do consumidor. São ondas (de novo) de vontades simultâneas. Ou, em outras palavras, liberdade de expressão, só que com roupas — e acessórios.