Modelos vestem peças da coleção - Fotos: Hugo Toni e styling de Lucas Boccalão
Modelos vestem peças da coleção – Fotos: Hugo Toni e styling de Lucas Boccalão

Por Luigi Torre

“Eu estava pensando em dança – não tanto o lado da performance, mas, digamos, um dançarino em seu caminho para o ensaio.” É assim que Tomas Maier, diretor criativo da Bottega Veneta desde 2001, resume sua inspiração para o verão 2015 da maison italiana. “Uma mulher com postura bonita move os braços graciosamente e caminha como uma dançarina. Isso foi o que eu achei mais inspirador”, resume o estilista. Trata-se, mais uma vez, de liberdade e movimento, dois conceitos de máxima importância para a grife já há algumas coleções. Sobretudo nesta, que Bazaar apresenta em primeira mão e que chega esse mês às lojas da marca no Brasil.

São roupas simples ou, pelo menos, com formas e modelagens familiares, como camisetas, vestidos longos, cardigãs, trench coats e até jeans e camisa. Porém, a aparência usual se resume ao que os olhos vêem. Não há nada de comum no trabalho de Maier e dos habilidosos artesãos da tradicional casa. Os tecidos são cotidianos, mas de máxima qualidade. O denim e o algodão, por exemplo, têm bordados minuciosos, todos costurados manualmente. Outros detalhes dão aspecto inacabado ou desgastado, como nas camurças de couro de bezerro, no linho e nas malhas grossas e sofisticadas. As silhuetas, descontraídas (diferente de relaxadas, bom frisar), têm dois objetivos: alongamento do corpo e liberdade de movimento.Afinal, elegância pede segurança, que pede conforto (físico e mental)… O resultado é a alforria do corpo, como poucos saberiam fazer.

Modelos vestem peças da coleção - Fotos: Hugo Toni e styling de Lucas Boccalão
Modelos vestem peças da coleção – Fotos: Hugo Toni e styling de Lucas Boccalão