Olivier Rousteing: “o Brasil é perfeito para a Balmain”

Bazaar entrevista o coutourier que está no Brasil para o lançamento da primeira Balmain da América Latina

by Beatriz Poletto
Foto: Beatriz Poletto

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Olivier Rousteing completa 34 anos nesta sexta-feira (13.02), Relembramos aqui a entrevista que ele deu à Bazaar em agosto, quando esteve no Brasil para comemora a loja da Balmain no Cidade Jardim Shopping.  Gentil e falante, o costureiro falou sobre moda, a mulher Balmain e a sua nomeação ao Emmy por seu trabalho em “Homecoming”, documentário que mostra a trajetória de Beyoncé no Coachella.

Veja a seguir:

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No início da entrevista, ao receber a Harper’s Bazaar Brasil dos meses de junho e julho, estrelada por Taís Araujo – que veste Balmain -, o francês disse: “eu amo esta capa. Eu amo a Taís. Conheci ela no meu último desfile de inverno, e ela é incrível”.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Sobre sua impressão do mercado brasileiro, o estilista afirmou para Bazaar: “Eu descrevo a Balmain em uma palavra, que é confiança. E a mulher brasileira também. Todos falam que a Balmain é uma marca sexy, e não sou contra, porque amo o sexy, mas a mulher Balmain é como a mulher brasileira, é confiante. Ela luta por sua liberdade, e quer ser quem ela é, não importam os julgamentos. Por isso, acho que o Brasil é perfeito para nós.”

Já a escolha do local onde a loja está situada, Olivier diz que o Shopping Cidade Jardim é chique e timeless: “Eu luto por peças que são eternas, eu não quero ser cool, quero ser eterno. E acredito que o Cidade Jardim é o lugar para isso”.

Foto: Reprodução/ Now Fashion

Foto: Reprodução/ Now Fashion

No ano passado, a Balmain retomou o posto de alta-costura e Olivier afirmou “não ter tido dificuldades” com o feito: “O que fiz foi um laboratório de trabalho, de palavras e de tudo o mais. A alta-costura não é sobre ser cool e sim fazer algo eterno. É vestir a mulher que você ama. Couture não é sobre hoje. É sobre ontem, hoje e amanhã. E isso é o que é a Balmain”.

O estilista ainda falou sobre o legado de Pierre Balmain: “Ele criou a silhueta Jolie Madame, e é muito importante mencionar que essa silhueta da mulher do pós-guerra é uma silhueta que você quer mudar. Era casual, mas sempre acinturado e com ombreiras, que mostrava a força da couture. Ele vestia Brigitte Bardot e Audrey  Hepburn, que eram mulheres completamente diferentes, e, hoje, é isso que eu faço também.”

"Homecoming" - Foto: Reprodução/IMDb

“Homecoming” – Foto: Reprodução/IMDb

Olivier e sua equipe foram nomeados ao Emmy de melhor figurino pelas peças usadas por Beyoncé e seu time no Coachella. E o estilista se sente orgulhoso: “É muito importante, porque a moda não pode sobreviver sem isso. E a comunicação que tive com Beyoncé foi essencial. Eu acredito que o que ela fez no Coachella está na história. Nossos filhos e netos vão olhar para esse momento e dizer: “uau! essa é a Beyoncé no Coachella, e ela estava usando Balmain.”

O estilista ainda completa: “Isso é uma maneira de se lembrar da moda. Tendências não serão lembradas. Mas a música você consegue parar. E isso é timeless”.

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