Por Sylvain Justum

André Lima segue fiel ao estilo vaporoso e decorado, de mood étnico, com foco na estamparia tropical e no patchwork de tecidos característico de suas coleções.

A novidade é o trabalho de origami e dobraduras localizadas, nos quadris das calças de cintura alta e padronagens masculinas, como a espinha de peixe, e também nos tops estruturados de alguns looks.

No mais, brocados, prints de répteis – bem bonito nas peças em verde e rosa acetinado – e vegetação, pitadas de orientalismo, babados.

Os comprimentos variam. Curtos, mullet ou longuíssimos setentistas. Pintam também elegantes hot pants, arrematadas com cintos de fivelona. O melhor do repertório de André, enfim.

Ponto para a alfaiataria rebuscada e para os acessórios, como a sandália pesada, também com mix de estampas, e os gigabrincos poderosos em dourado.

O melhor look: Decidimos valorizar a boa alfaiataria de André elegendo o look de Daiane Conterato, de maxiblazer e short curto que abriu o desfile. O print de réptil verde sobre fundo rosa é bem bonito, e o trabalho de dobradura no blazer só valorizou a entrada.

O acessório: Os brincos enormes e angulosos, com ares déco em dourado. Impossível não ser notada com eles.

Foto: Ze Takahashi/Ag. Fotosite