Rolex se engaja em projeto sobre impactos da mudança climática

Icônica marca de relógios se junta a National Geographic Society em expedições

by Silvana Holzmeister
Monte Everest, cenário da primeira expedição patrocinada pela marca - Foto: Divulgação

Monte Everest, cenário da primeira expedição patrocinada pela marca – Foto: Divulgação

Para o fundador da Rolex, Hans Wilsdorf, o mundo era um laboratório a céu aberto, um campo de testes para os seus relógios. Foi com essa ideia em mente que ele começou a enviar suas criações às regiões mais extremas, apoiando exploradores. A primeira viagem foi em 1933, quando a marca equipou a expedição britânica ao Monte Everest. Nessa época, a empresa já havia acrescentado o mecanismo de corda automática “Perpetual” ao primeiro relógio de pulso à prova d’água do mundo, o “Oyster”, criando o “Oyster Perpetual”, cujos modelos ganham update.

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Os novos “Oyster Perpetual Datejust 31″ chegam com pulseira em Rolesor amarelo, em uma combinação de aço Oystersteel e ouro amarelo 18 quilates, e outra em Everose, uma mistura de aço Oystersteel e ouro Everose 18 quilates. Além deles, a Rolex lança novos modelos do Oyster Perpetual Day-Date 36, em ouro amarelo, branco ou Everose 18 quilates, com detalhes de diamantes em algumas versões.

Entre as novas modalidades, duas inauguram um design original do mostrador, com degradê concêntrico. A primeira, em ouro amarelo 18 quilates, é acompanhada de mostrador verde-ombré, e a segunda, em ouro Everose 18 quilates, tem um mostrador marrom-ombré. Esta nova safra reafirma o legado de Wilsdorf, de que o relógio seja uma peça passada de geração para geração.

Foto: Divulgação

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Essa mesma filosofia se aplica à preocupação da Rolex em deixar um legado e um planeta perpétuo para as próximas gerações. Nesse intuito, a Rolex apresenta, ao longo deste ano, a campanha “Perpetual Planet”, que começou intensificando a parceria com a National Geographic Society – ela existe desde 1954 – para medir o impacto das mudanças climáticas por meio das Perpetual Planet Extreme Expeditions, além de apoiar a iniciativa Mission Blue, da bióloga marinha Sylvia Earle, para preservar os oceanos por meio de uma rede de áreas marinhas protegidas, chamadas de Hope Spots.

A campanha inclui também os Prêmios Rolex de Empreendedorismo, que premiam os idealizadores de projetos que desenvolvem o conhecimento, protegem o bem-estar humano e preservam o meio ambiente. A Rolex e a National Geographic estão planejando uma exploração de cinco anos dos mais extremos ambientes do planeta.

A bióloga marinha Sylvia Earle durante a iniciativa Mission Blue, apoiada pela Rolex - Foto: Divulgação

A bióloga marinha Sylvia Earle durante a iniciativa Mission Blue, apoiada pela Rolex – Foto: Divulgação

A parceria utiliza a expertise científica das duas empresas e tecnologia de ponta para revelar novos insights sobre os impactos da mudança climática nos sistemas que são vitais para a vida na Terra: montanhas como as torres de água do mundo, florestas tropicais e o oceano como sistema de resfriamento.

A primeira expedição foi um retorno ao Monte Everest, entre abril e junho deste ano, com o apoio da Universidade de Tribhuvan, para compreender os efeitos das alterações climáticas nas geleiras da cordilhera hindu Kush-Himalaya, que fornece recursos hídricos para 1 bilhão pessoas. Com o projeto, a Rolex mostra que o mundo também é um campo para ser protegido.

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