Foto: Marcelo Soubhia/Fotosite
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O primeiro de Casa de Criadores foi repleto de inspirações artísticas e protesto. Weider Silveiro abriu o desfile da 44ª edição com uma mistura entre traços tradicionais da moda e criatividade. O artista performático australiano Leigh Bowery foi o ponto de partida para o desenvolvimento das criações. De uma maneira escapista, o estilista abusou da magia e da fantasia para construir seus looks. O dadaísmo presente no desfile é uma forma de protesto contra o movimento político que o País vive hoje.

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A Bazaar conversou com o estilista sobre as inspirações e características de seu inverno 2019: “É uma coleção escapista, como todo trabalho dele (Leigh Bowery). Mas, ao mesmo tempo, é uma coleção de protesto, como eu tenho feito sempre. Acho que o nosso momento político é muito pesado, e decidi escapar dele com algo mais mágico e mais fantasioso, fugindo realmente da realidade”, explica.

“Mas não é uma fuga covarde, é uma fuga para a paz espiritual. Essa vontade de realmente entrar no escapismo para segurar a onda remete o que o Bowery fazia nos anos 80. Ele sempre norteou o meu trabalho, mas nunca tive coragem de assumir uma coleção inteira inspirada nele. E dessa vez eu me joguei de cabeça”, complementa.

Veja a seguir algumas peças do designer e entenda o que podemos esperar durante essa semana de moda:

Padrões ingleses clássicos 

Foto: Marcelo Soubhia/Fotosite
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O xadrez e o pied-de-poule marcaram os primeiros looks da passarela. Usando motivos tradicionais ingleses, Weider Silveiro fez uma releitura do clássico, redimensionando e misturando as estampas em um único look. O patchwork ,presente na temporada de moda internacional de verão 2019, serviu de norte para a coleção. Alguns toques do militarismo também pontuaram as criações do designer.

Camadas 

Foto: Marcelo Soubhia/Fotosite
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O liberty, também uma estampa tradicional inglesa, é repleto de desenhos florais. Ele adiciona feminilidade às criações. As camadas que constroem o visual de Weider Sildeiro fizeram presença na SPFW N46 e serviram de base para o styling do desfile.

Fetichismo

Foto: Marcelo Soubhia/Fotosite
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O fetiche está presente no trabalho do artista Leigh Bowery e detalhou as criações de Weider Silveiro.

Era Vitoriana 

Foto: Marcelo Soubhia/Fotosite
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Peças feitas de tule, cheias de minibabados e dobraduras delicadas, adicionaram traços da Era Vitoriana. Esse detalhe adicionou leveza nas peças de alfaiataria, mas ao mesmo tempo, conseguiu manter a estrutura pesada do desfile.

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