Foto: Bronwyn Kan
Foto: Bronwyn Kan

Por Anna Paula Buchalla

Você é o que você come. E também o que usa no rosto, no corpo e nos cabelos. A regra de ouro do momento, ditada pelas marcas de cosméticos naturais, veganas e orgânicas, diz:“Não ponha na sua pele nada que você não comeria”. Ser natural é o lema do mundo moderno: menos excessos, menos artificialismo e mais frugalidade em tudo. Na moda, na alimentação, na beleza, nas atitudes, no corpo. Nos últimos desfiles internacionais, pele e cabelos mostravam um claro pendor para o menos é mais. Fios naturalmente ondulados (bem ao estilo lavei, chacoalhei e saí) e make básico, sem grandes transformações, reinaram nas passarelas – causa e consequência de um movimento que já se vê fora delas. As cirurgias plásticas e os procedimentos estéticos gritam por pequenos detalhes, nada de extreme makeovers. A silhueta está menos bombada e, nas academias, os treinos pedem um slow down. Os seios estão menores (bye, bye silicones turbinados).

Adotar esse estilo de vida e abraçar essa causa não resulta apenas em ganhos pessoais, mas tem impacto em toda a cadeia biológica e produtiva. Quando se defende uma marca de cosméticos cruelty-free, que não testa nem utiliza substâncias verificadas em animais, indiretamente, preserva-se o ecossistema. Na categoria dos orgânicos e veganos, que devem ter no mínimo 95% de ingredientes botânicos e vegetais, entram também aqueles sem o uso de agrotóxicos, o que estimula a produção de ingredientes livres de químicas e ainda incentiva a agricultura sustentável em comunidades menores.

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Produtos naturais são melhores para o meio ambiente: à medida que a indústria produz maiores quantidades de cosméticos verdes,o outro lado da moeda é a redução da produção de substâncias sintéticas e menos toxinas e lixo químico despejados na natureza. Na esteira da onda verde, temos a nosso favor o fato de hoje haver uma loja de produtos naturais em cada esquina (ok, pelo menos nos grandes centros!). Estima-se que, até 2020, o mercado de cosméticos orgânicos atingirá a cifra de US$ 66,1 bilhões, segundo um estudo da empresa de pesquisas americana Future Market Insights.

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Nas farmácias e perfumarias, começam a surgir seções inteiras dedicadas à beleza, com produtos impensáveis dez anos atrás. Óleos essenciais, florais, extratos de plantas, frutas e chás saíram das receitas caseiras de nossas bisavós e entraram para os potinhos com funções até então difíceis de ser conquistadas, como o combate aos sinais do envelhecimento e o clareamento de manchas. Eles surgem em loções, séruns, águas micelares e até em suplementos orais. Se havia alguma dúvida, hoje já se sabe que eles de fato funcionam, em maior ou menor escala. Com o crescimento desse mercado, marcas passaram a investir mais em pesquisa e desenvolvimento de produtos que dão resultado, mesmo sem química pesada por trás. O saldo é uma nova leva de cosméticos bastante eficazes.“Compostos naturais são mais aceitos e absorvidos pela pele, levando a uma nutrição e hidratação eficiente e duradoura. Esses produtos realmente tratam a pele e os cabelos”, afirma o farmacêutico especialista em cosmetologia Maurizio PupoBazaar fez uma seleção para você adotar já um estilo de vida mais verde e sustentável, confira em nossa galeria.
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