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Rinomodelação: conquiste o nariz perfeito sem cirurgia

Técnica é cada vez mais comum em procedimentos estéticos minimamente invasivos

by Anna Paula Buchalla
Foto: Arquivo Harper's Bazaar

Foto: Arquivo Harper’s Bazaar

Uma revolução silenciosa está ocorrendo nos consultórios de cirurgiões plásticos e dermatologistas: a busca pelo nariz perfeito, antes restrita aos centros cirúrgicos (e aqui pense em um pós-operatório bem chatinho), é cada vez mais comum em procedimentos estéticos minimamente invasivos.

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À rinomodelação feita com ácido hialurônico, já bastante disseminada no País, veio se somar a técnica com fios de PDO para corrigir pequenos defeitos, como ligeiras depressões e assimetrias, o dorso nasal proeminente, a ponta do nariz caída e para afinar o nariz, diminuindo as laterais. Tudo isso em menos de uma hora, sem anestesia nem cortes.

“A rinomodelação não-cirúrgica serve para pequenas mudanças que visam a melhorar a estética do nariz, mas nunca corrige, como uma cirurgia”, diz a médica Cinthia Sarkis, especialista em harmonização facial.

Dito isso, é consenso entre os médicos que o preenchimento com ácido hialurônico é extremamente seguro, quando feito por um especialista, evidentemente. Há um risco de que, durante o procedimento, a agulha ou cânula penetre um vaso gerando uma oclusão vascular que leva à necrose do nariz. “Costumo dizer que, nesse caso, a precisão é o que vale, porque mexemos em estruturas milimetricamente próximas umas das outras. O risco existe”, diz a dra. Cinthia. Ela também usa toxina botulínica em pontos específicos que ajudam a arrebitar e elevar a ponta.

O nariz é o ponto central de equilíbrio e harmonia do rosto – daí porque sua anatomia é tão essencial na beleza da face. E é fato que, com o passar do tempo, a pontinha dele tende a cair. Por isso, tanta gente corre atrás de técnicas para corrigir a estética nasal.

Foi justamente a imensa procura por procedimentos que estimulou a pesquisa por alternativas à plástica. Na esteira dessa busca, surgiram os fios de PDO, usados há quase meio século na medicina, em suturas durante as cirurgias tradicionais: a polidioxanona é extremamente bem tolerada pelo corpo e totalmente absorvida em um período de seis a oito meses.

Tem sido usada com muita frequência no lifting de rosto para rejuvenescimento, mas foi no nariz que ela teve seu melhor resultado, graças à maleabilidade. Afinal, não é qualquer fio de sutura que pode ser usado nas estruturas nasais.

O tratamento é realizado em uma única sessão, com intervalos de seis meses a um ano. A grande vantagem é que não há cortes nem anestesia geral, sangramento ou inchaço, permitindo que o paciente retorne à vida social imediatamente. “O fio foi adaptado com pequenas âncoras que fazem a tração da pele, permitindo a customização do tratamento, avaliado caso a caso”, explica a dermatologista Andréia Fogaça, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “São raríssimos os casos de oclusão com o uso dos fios”, diz.

Além da tração, o PDO também tem o efeito de estimular a produção de colágeno, promovendo a renovação celular. Há ainda neovascularização, com melhora da textura, linhas finas e elasticidade. “Depois de dois a três meses, os resultados são ainda melhores, com pele mais firme, menos poros e melhora da textura”, destaca a dermatologista.

As técnicas de rinomodelação são complementares: é possível mixar os preenchedores aos fios de PDO, para um resultado ainda mais preciso. Apesar disso, a rinoplastia ainda tem efeitos estéticos imbatíveis se o caso for mesmo de indicação cirúrgica, como assimetrias extremas e dorso nasal muito proeminente.

Recentemente, uma nova técnica passou a permitir operar o nariz de forma mais natural e sem o temível pós-operatório da cirurgia tradicional. Criada na França, ela foi batizada de rinoplastia ultrassônica. Diferentemente do método convencional, em que o médico faz uma incisão no interior das narinas e com um martelo vai quebrando o osso, na cirurgia ultrassônica a maior parte da pele do nariz é afastada e, com o osso exposto, o cirurgião manuseia o aparelho em movimentos rápidos e precisos. A baixa frequência do ultrassom preserva cartilagens, mucosas e vasos sanguíneos. Isso reduz inchaços e hematomas. O arsenal, como se vê, não para de crescer.

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