Egito – Foto: Divulgação

O Egito é permeado por mistério, riqueza cultural e religiosa. Conhecê-lo não é apenas pisar nas terras que foram dominadas por faraós, mas, principalmente, imergir em um lugar energético, que mescla história, registrada em antigos papyrus, com a modernidade de hotéis de luxo e arranha-céus.

Seu cartão de visitas, a capital Cairo, está às margens do lendário Rio Nilo, que foi pano de fundo para a relação político-afetiva entre a rainha Cleópatra e o imperador Júlio César. Uma cidade confusa, atraente e que sempre te convida a desvendar seus mistérios, simplicidades e encantos.

SIGA A BAZAAR NO INSTAGRAM

Sua população, com mais de 20 milhões de habitantes na região metropolitana, convive em um cenário que mescla natureza, pastagens, baladas, mercados livres e antiguidade. Esse mix faz de Cairo uma metrópole intrigante e complexa.

A expert em viagens Lú Matosinhos elenca o que não pode faltar em uma visita à cidade.

Onde ir

Museu Egípcio de Antiguidades

Museu do Cairo – Foto: Divulgação

Um dos lugares de maior preservação da história do Egito Antigo, o museu está localizado na Praça Tahrir. Mais de 160 mil itens fazem parte do acervo, como o túmulo de Tutankamon e múmias originais. “Este museu contém a maior coleção de antiguidades faraônicas do mundo. Nenhuma visita ao Egito é completa sem conhecer suas galerias. Por ter um alto volume de turistas, indico comprar os ingressos antecipadamente via internet, o que te livra das filas de bilheterias. Atualmente, o valor está cerca de 15 euros por pessoa. Também não deixe de contratar um guia profissional, pois, infelizmente, muitos arquivos não foram reorganizados, o que dificulta um pouco a compreensão cronológica de quem visita o museu sozinho. Os guias são poliglotas e atendem em inglês, espanhol, alemão, francês, italiano e árabe”, destaca Matosinhos.

Update
Um novo museu está sendo construído na região, o Grande Museu Egípcio, que será o maior do mundo dedicado a uma única civilização. Localizado a apenas dois quilômetros das Pirâmides de Gizé, a previsão é que ele inicie suas atividades no fim deste ano.

Cidadela do Saladino

Saladino – Foto: Divulgação

Um dos pontos turísticos mais badalados da capital egípcia, a cidadela foi construída em 1176, pelo líder muçulmano Saladino. O objetivo era proteger Cairo dos ataques europeus. Com uma vista privilegiada da cidade, é possível ainda conhecer três importantes mesquitas, dentre elas a de Muhammad Ali, construída no século 19. “As imponentes construções saltam aos olhos na Cidadela, entretanto, considero o passeio a pé pelas ruelas e a apreciação nos pontos altos, o mais vantajoso. Vale a pena apreciar o pôr do sol de algum dos picos”, indica Lú.

Bairro Copta

Bairro Copta – Foto: Divulgação

Localizado no ‘Velho Cairo’, o bairro é uma das regiões mais antigas da cidade. Protegida pelas muralhas da Fortaleza Romana da Babilônia, a região abriga as principais construções cristãs da capital. Lá estão: a Igreja Suspensa e a Igreja São José. Acredita-se que a Sagrada Família (Jesus, Maria e José) passou pela região durante a fuga para o Egito, quando buscavam refúgio da caça do rei Herodes. “Os atrativos religiosos nos fazem ter uma conexão direta com o divino, independente de religião. Além disso, o charme do bairro está também nas pequenas lojas de relíquias e antiguidades, que enchem os olhos de colecionadores”, avalia a empresária.

Khan el Khalili

Khan el Khalili – Foto: Divulgação

Uma das regiões mais exóticas, coloridas e agitadas do Cairo. Sua complexidade reflete com clareza a harmonia entre o antigo e o novo Egito. Essa grande área comercial abriga um gigantesco mercado a céu aberto, no qual animais domésticos, barracas de produtos artesanais, especiarias e falantes vendedores criam um cenário especialmente intrigante.

“Não deixe de conferir as lojinhas e barracas de especiarias, perfumes e olhos essenciais. Lá também é possível comprar ouro e prata, tapetes e exuberantes itens de decoração”, indica a expert. Ainda de acordo com Matosinhos, o charmoso café El-Fishawy é parada obrigatória. “À noite a dica é ir ao Al Ghoury para conferir uma típica apresentação de Tanoura, dança típica de dervixes rodopiantes”. Dica importante de Luciana: “A barganha faz parte da cultura do mercado. Por isso, não fique envergonhado em pechinchar os preços. Outro detalhe essencial: como Cairo é muito quente, o ideal é ir ao mercado após às 16h, quando a incidência dos raios solares é menor”.

Zamalek

Zamalek – Foto: Divulgação

Conhecido por ser a região com uma das melhores infraestruturas da capital egípcia, Zamalek é um bairro altamente arborizado e sedia excelentes restaurantes. Localizado em uma ilha entre Downtown e Dokki, ele tem entre suas atrações o famoso Cairo Opera House. “No Opera House você pode conferir apresentações de ballet, música, teatro e diversas outras atrações da cultura local. Há também a Torre do Cairo, com uma vista surpreendente da cidade”, sugere Lú.

Saqqara

Saqqara – Foto: Divulgação

Localizada a 30 quilômetros ao sul do Cairo, Saqqara é o maior sítio arqueológico do Egito. Conhecida especialmente pela pirâmide escalonada, sepulcro do faraó Djoser, constituída por diversos degraus em 62 metros de altura, a região abriga ainda mais onze pirâmides e diversas tumbas. Foi construída para ser a necrópoles de Menphis, capital do Império Antigo. Durante sua atividade, chegou a ter sete quilômetros de extensão. As tumbas mais antigas são da 1ª Dinastia (3100 – 2890 a.C).

“Saqaara foi descoberta recentemente, em 1850. Suas atrações, além da pirâmide do rei Djoser, contam com a Pirâmide de Unas, a primeira ter textos entalhados em suas paredes. Também é possível adentrar as tumbas e acompanhar rituais de oração e cânticos, que à época serviam para guiar o rei morto em sua passagem para o outro mundo. Há também o mosteiro de São Jeremias, datado no ano 5 a.C, quando iniciou-se o cristianismo no Egito. Saqqara esconde seus segredos com profundidade sob as areias do deserto. Um dos lugares mais impressionantes que conheci”, revela a viajante.

Onde comer

La Bodega

La Bodega – Foto: Divulgação

Abrigado no histórico edifício Baehler, em Zamalek, o restaurante é dividido em dois: o Aperitivo, que conta um cardápio italiano de alta qualidade e o Bistrô – com gastronomia mediterrânea e francesa.

Sequoia

Sequoia – Foto: Divulgação

Ao ar livre e com uma bela vista do Rio Nilo, o restaurante fica ao norte de Zamalek. Seu foco é comida típica egípcia e libanesa.

Na rua
Não deixe também de apreciar as iguarias nas ruas do Cairo. “Lanches despretensiosos em cafés e barracas nos surpreendem positivamente. Destaque para o kushari, tradicional prato egípcio que mescla grão de bico, cebola frita, macarrão, lentilha e molho de tomate à base de vinagre”. Dica extra: vale ir ao Maadi, subúrbio localizado na região sul do Cairo, para conhecer a famosa Road 9, um polo de restaurantes que têm cardápios variados. Lá você encontra desde a tradicional comida egípcia (tanto a de rua quanto a alta gastronomia) à fast food.

Onde ficar

Marriot Mena House

Vista do Mariot – Foto: Divulgação

Hotel cinco estrelas localizado ao lado das grandes pirâmides, proporciona conforto, luxo e a proposta do Novo Egito, que mescla modernidade, cultura e história. No estilo resort all inclusive, oferece um farto e delicioso café da manhã, além de chá da tarde e jantar. Spa, academia 24 horas e lounges de descanso são atrações à parte.

“Tomar um café da manhã com vista para as pirâmides é uma experiência incrível. Além disso, o hotel também oferece três restaurantes de alta gastronomia, que variam cardápios entre culinária italiana, indiana e internacional. O Bar Alfredo é ideal para drinks no fim de tarde enquanto aprecia o pôr do sol aos pés das Pirâmides”, indica Lú Matosinhos.