Foto: Reprodução/Instagram/@thaidemelobufrem

Thai de Melo Brufem largou a vida corporativa no meio da quarentena e abriu a one-woman-agency, uma empreitada virtual recheada de vídeos bem-humorados nas redes sociais. Hoje, ela acumula 72 mil seguidores no Instagram e contrato com várias marcas importantes de beleza.

Bazaar passou 24 horas com a influencer, e o relato você encontra abaixo:

7h

Quando acordo, logo grito MarceLorenzo!!! (junção do nome dos filhos Marcelo e Lorenzo, de 10 e 8 anos, respectivamente). Brincadeira! Fico no Instagram para me atrasar com calma. Vou para a academia três vezes por semana. Tive anorexia por 20 anos e o Instagram é um lugar muito perigoso, incentiva essa coisa do velado saudável. Sempre friso: hoje faço exercícios por prazer. Antes, fazia abdominais já olhando se o tanquinho estava nascendo.

9h

Na volta para casa, tomo suco verde, como pão, ovos e café preto. Coloco as crianças no homeschooling. No meio da quarentena, mudaram para uma escola na qual nem a professora fala português. Percebi que precisava falar inglês e há um mês faço aula todos os dias, por uma hora.

Amo conversar, faço amizade com pedra. Não passo fome, mas fico muito envergonhada quando não consigo me comunicar de forma fluente.

Foto: Reprodução/Instagram/@thaidemelobufrem

10h

Tem dias que coloco pijama com vários acessórios para trabalhar. Em 90% do tempo, o batom vermelho está presente. Inclusive para ir à academia. Me inspira, dá um up…

11h

Leio meus e-mails e vou falar com meu agente (Bruno Porto) para discutir propostas de marcas. Quando tomei a decisão de sair do steal the look, tinha preconceito em ser influenciadora. Venho trabalhando isso. Sou CEO da minha própria vida (risos). Demorei muito para entender que sou uma agência. A gente não precisa de um cargo para dizer o que é ou de um curso para validar um talento. Roteirizo, dirijo, faço tudo e nunca fiz nenhum curso. É uma coisa de feeling. Fui terminar a faculdade com 27 anos, depois de ter as crianças, jubilei… Na minha família ninguém é artista nem faz nada de criação. Tá vendo? Já me trato como artista (risos).

12h

Hora de intervalo para o almoço. Como muita salada, arroz normal, feijão, frango ou bife grelhado. Não consigo substituir o arroz, não vou ser a Bela Gil. Farofa em tudo! Quando tenho vontade de sobremesa, como um chocolate. Depois que me curei, parei com a compulsão, aprendi a escutar minha vontade. Tudo é permitido. Se quiser comer pizza segunda-feira, vou comer. Fico um pouco com as crianças e a gente dá uma descansada.

Foto: Reprodução/Instagram/@thaidemelobufrem

14h

Gosto de focar em coisas do meu lado criativo. Vou em lojas de tecido, que me estimulam, ou fico escutando música. Entro no Spotify e ali viajo por bandas aleatórias. Sou muito eclética. Amo de Frank Sinatra a Marília Mendonça. O mix faz tudo se tornar interessante. Quando tenho a ideia, já sei qual é a trilha.

Também gosto de conversar com as minhas amigas sobre o que acontece na vida delas, porque isso sempre rende alguma coisa.

Até 17h, a luz é perfeita para gravar

As pessoas que vêem pelas redes não sabem que minha casa vive uma zona. Tiro quadro, tapete… Gravo somente com o celular e o tripé. Não uso câmera, sou péssima com eletrônicos. O máximo que puder enxugar minha vida de tecnologia, eu faço.

19h

Todo dia pratico ioga. É uma religião. Comecei porque uma amiga falou que gastava 600 calorias por aula. Oi? Quero, com certeza! O autoconhecimento é uma coisa indescritível e me ajudou muito na minha adaptação.

Há vinte anos, vim de Roraima, aberta, solar e fui me adequando para ser aceita. Curitiba é uma cidade muito cinza e as pessoas usam tons básicos, são mais fechadas. A culpa não é da cidade, foi minha de querer ser aceita a qualquer custo. Vestia preto, branco e cinza. Não tinha uma cor no armário. Na hora em que você entra na tabela Pantone, não consegue sair. A cor é um caminho sem volta.

Foto: Reprodução/Instagram/@thaidemelobufrem

20h30

Vou até o jantar sem comer nada. Às vezes, como jujuba (aquelas coloridas) à tarde ou bala de gengibre mastigável. Sou apaixonada por bala. Amo as japonesas, a estética, as cores e o sabor. À noite, como uma omelete. Ou o que tiver, jamais cozinho. Os meninos vão ter a memória da mãe que pede a comida.

Depois de eles lavarem a louça, a gente tem o horário da família. Fica junto, joga, monta um quebra-cabeça. Não sou a mãe perfeita, a gente colocou esse horário como uma obrigação porque não vim com chip de mãe. É um exercício. Tem que estar bom para todo mundo.

Já trabalhei muito com a culpa e minha criação de conteúdo é completamente ligada a isso, ao desestímulo, às coisas difíceis que passei e que não quero que outras pessoas passem.

22h

As crianças vão dormir, tomo meu banho e faço a rotina de skincare. Esse cuidado veio na quarentena e vai ficar na minha vida. Uso sabonete específico, tônico, sérum, hidratante para os olhos e é isso.

22h30

Não assisto muita TV, mas ela está sempre ligada porque tenho a dependência de escutar o barulho. Não sei o que está passando, pode ser futebol, mas o barulho me dá uma sensação de que a casa está acordada. Finalmente, vem o horário do marido. Dou um oi para o Marcelão, converso um pouquinho e volto para o Whatsapp, Instagram. Tenho TOC, acho inadmissível não responder quem manda mensagem. Só vou dormir quando as caixas zeram, por volta de 1h da manhã. Super tarde!