Look do inverno 2020 de Tom Ford, que também é presidente do CFDA – Foto: Getty Images

O padrão de lançamento interminável de coleções, temporadas ao redor do globo e viagens frenéticas na moda acabou. É o que decretam o Council of Fashion of Designers of America e o British Fashion Council – conselhos que representam marcas e estilista nos Estados Unidos e na Inglaterra, respectivamente.

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Segundo o WWD, o CFDA e o BFC prepararam um comunicado, que será divulgado nesta quinta-feira (21.05), avaliando o estrago causado na indústria da moda pela crise do coronavírus.

“A pandemia da covid-19 está atingindo a indústria da moda de todos os ângulos”, diz o comunicado. “Embora não haja um fim imediato à vista, há uma oportunidade de repensar e redefinir a maneira como todos trabalhamos e mostramos nossas coleções”.

Esta redefinição demorou muito tempo e só foi acelerada pelo Covid-19. A declaração sustenta que: “O sistema da moda deve mudar, e deve acontecer em todos os níveis. Essas mudanças estão atrasadas há muito tempo, e as consequências do coronavírus nos obrigaram a priorizar o processo de repensar como nossa indústria deve funcionar”.

As duas organizações de moda citam “o ritmo implacável da moda”. “Com o estoque existente acumulando, designers e varejistas também devem observar o ciclo de coleções e ser muito estratégico sobre seus produtos, como e quando pretendem vendê-los”, afirma.

A mensagem reflete a necessidade de desacelerar e redefinir, focando na qualidade do produto em vez da quantidade e apagar “a clara desconexão entre quando as roupas são entregues às lojas e quando o cliente precisar delas” – caso de o verão ser lançado no inverno, e vice-versa.