Kylie Jenner – Foto: Reprodução/Instagram/@kyliejenner

Por Diogo Rufino Machado

Inevitavelmente mais de um ano de pandemia afetaria nosso modo de viver, a forma de pensar e o jeito de consumir. Longe do contato físico, presos dentro de casa e totalmente distantes de ações, eventos, festas ou quaisquer outros tipos de atividades que demandassem um dress code diferenciado. Isso reverberaria na moda.

O gorpcore é fruto desse contexto, mas o que seria ele afinal? Especialistas no setor dizem se tratar de um novo normcore, revestido com características mais atuais: tecidos específicos, novas tecnologias, cartela de cores para o momento e funcionalidades nas peças (detalhes ainda não tão marcantes no normcore).

Uma boa dose de história (nem tão distante assim) nos faz lembrar que o conceito estético de normcore vem atrelado a um conceito de lifestyle. De repente, o ser humano quis se conectar com a natureza, praticar esportes, comer comida saudável e se vestir de forma confortável. O normcore vem normal + hadrcore, que seria mais o menos que se vestir de forma básica, com uma cartela de cores neutra e de forma confortável.

 

Kendall Jenner – Foto: Reprodução/Instagram/@kendalljenner

Mas não se iluda, isso é um processo que ocorre desde meados de 2010. Na pandemia ele só ganhou nova roupagem. Pudera né, o momento, meio e condições eram totalmente outros. Seria o gorpocore uma cara nova do normcore?

Para quem não sabe a palavra é uma justaposição de duas outras palavras (gorp + normcore). A palavra gorp vem do inglês e é possivelmente um acrônimo para “Good Old Raisins and Peanuts” (mistura de castanhas e frutas secas consumidas para repor as energias durante caminhadas e trilhas). Ele também é chamado de Hikercore. Bom, não importa nome e sim, estética.

 

Gigi Hadid – Foto: Reprodução/Instagram/@gigihadid

E essa nova estética se pauta por características bem peculiares.: conforto a todo vapor, permeado por peças esportivas, tecidos tecnológicos, cartela de cores neutra, básica e em tons de areia, terrosos com cores primárias.

Essa onda techwear não nasceu com a pandemia. Estaríamos muito enganados se achássemos isso. Tecidos tecnológicos, peças utilitárias, de alta performance e que protegem contra as intempéries do meio ambiente já estavam aí. Por óbvio, ganharam apenas uma reformulação.

The North Face x Gucci: o símbolo do gorpcore – Foto: Divulgação

Os tecidos possuem inúmeras funções juntas (impermeabilidade, termorreguladores, anti-UV etc.), as peças possuem inúmeros bolsos, zíperes e capuzes para proteger, guardar, carregar e separar as coisas. Vivemos um mix de esportivo com utilitário. Percebam só que em um primeiro momento (lá no normcore) era tudo muito esportivo, mas quase nada utilitário. Daí a diferenciação, ou melhor, evolução do gorpcore.

Hailey Bieber – Foto: Reprodução/Instagram/@haileybiber

A sarja virou o tecido do momento. Chapéus, bonés e óculos de sol e outros acessórios para proteção. Os calçados são resistentes e buscam proteger. Mas para que tudo isso?

Simples. Conforto, otimizar tempo e espaço, diminuir o consumo em si e o consumo desnecessário. Muitas marcas ganharam espaço com essa nova tendência, entre elas: The North Face, Quechua, Patagônia e, no Brasil, a Cotton Project. E o sucesso é grande entre os consumidores.

Mas o que pensará você dessa nova estética? Está de acordo com seu lifestye ou nem te apraz?