Marcella Franklin - Foto: Pedro Perdigão
Marcella Franklin – Foto: Pedro Perdigão

A vida da carioca Marcella Franklin anda a mil por hora: ela acaba de abrir a primeira loja física da sua Haight, marca de beachwear disputadíssima, no coração do Leblon; produzindo peças da última coleção de alto verão à venda em cerca de 30 pontos no Brasil; criando a coleção de high summer e coordenando entregas dos pedidos de Resort para outras 30 multimarcas no exterior, como Net-a-Porter e Bergdorf Goodman. Ufa!

“Uma loucura boa”, resume a estilista, que, há quatro anos e meio, resolveu se aventurar na criação de uma marca de praia própria, de cartela sóbria (aqui não entram muitas estampas nem cores exuberantes) e absurdamente linda e cool, entre tantas outras já estabelecidas no mercado.

Suas criações, minimalistas, com cartelas de cores mais restritas mesmo no verão, e com pegada vintage, agradaram em cheio por suas modelagens democráticas e também porque podem ser usadas dentro e fora da praia. São peças para todos os tipos de corpo e de desejos.

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Fotos: Divulgação
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O nome Haight é uma homenagem a uma rua de San Francisco, berço do movimento hippie nos anos 70, onde Vivienne Westwood tinha uma loja. “Tem tudo a ver com o espírito da Haight, cheia de referências vintage, sob um olhar contemporâneo”, como resume Marcella.

Esse olhar vem das experiências de viagens da estilista, das sensações abstratas e das cores e estruturas de peças que ela pesquisa em livros e brechós. Apesar de ter um espaçoso ateliê, onde também funciona um pequeno showroom, é em casa, com uma vista para o mar, que Marcella cria suas coleções, duas por ano no Brasil e três para exportação.

Entre biquínis, maiôs, bodies, tricôs, camisas e saias pós-praia, há sutiãs inspirados em lingeries dos anos 1920 e peças com cavas mais abertas, típicas dos anos 1970. Mas tudo sempre feito com materiais novos e inusitados. “Agora, estamos desenvolvendo um tricô próprio para banho, que não perde a forma com o mergulho”, conta.

Fotos: Divulgação
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Formada em Design Gráfico, Marcella não imaginava ter uma label só sua. Como estilista de outras marcas, fez algumas peças para desfiles e, a partir daí, aflorou seu encanto pela moda praia. Mas foi na primeira Void que ela apresentou biquínis e maiôs de neoprene, que viraram sucesso de vendas instantâneo.

“Um amigo meu de infância (Philippe Perdigão), que sempre dizia que queria ser meu sócio, insistiu em investir em uma marca minha. Acabei aceitando o desafio, e foi assim que começamos. Sem dúvida, a junção do lado criativo com uma grande visão de negócios e finanças foi um diferencial superimportante”, diz.

Fotos: Divulgação
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Não demorou muito para a Haight ganhar o mundo. “Sempre tivemos planos de entrada no mercado internacional, mas nunca imaginei que seria tão cedo. Participamos de um showroom em Nova York, que acreditou e apostou na marca desde o início.”

E assim ela segue, com os pés firmes na areia: sem seguir tendências, no caminho oposto do estereótipo beachwear, com peças que extrapolam os limites do mar.

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