estilo de Miley Cyrus
Foto: Reprodução/Instagram/@mileycyrus

Ainda que, atualmente, o estilo de Miley Cyrus lembre muito uma espécie de Hannah Montana “rebelde” por conta do cabelo loiro, em geral, o visual da cantora pop fictícia ficou para trás há muito tempo e sua intérprete já deixou claro que a personagem diz pouco sobre sua própria personalidade e a maneira como conduz a escolha de suas vestimentas – que está em constante mudança.

Aos 27 anos, a atriz, cantora e filantropa é uma das vozes mais ativas sobre o feminismo e as causas LGBTQIA+. Além disso, crescendo na frente das câmeras, sua vida pessoal acabou se tornando um exemplo para milhares de fãs sobre a importância de debater sobre esses mesmos assuntos e ter liberdade para escolher ser quem quiser.

O estilo de Miley Cyrus ao longo das Eras

Quem acompanha Miley, sabe que ainda é impossível estabelecer exatamente um único estilo padrão que permaneceu durante sua carreira. Mas, ainda assim, partindo da análise das tendências musicais que seguiu ao longo de cada uma de suas Eras em seus principais álbuns, é possível identificar uma forte relação entre a maneira como a artista se veste e o que ela canta em suas canções. Quem é, realmente, Miley Cyrus? Não sabemos, mas, com certeza, entendemos que ela pode ir do country ao rock sem perder sua essência.

‘Can’t Be Tamed’ (2010)

estilo de Miley Cyrus
Foto: Reprodução/IMDB

Há quem acredite que uma mudança do estilo da cantora tenha vindo somente durante a Era ‘Bangerz’, mas a verdade é que a primeira tentativa de romper com a imagem de popstar adolescente chegou quando ela ainda integrava o elenco da Disney, em 2010. Bodies colados, casacos de pele e penas e espartilhos passaram a compor o visual da cantora nos clipes dos singles do disco e em sua vida.

Assim como nas letras das músicas, Miley optou por roupas que marcassem sua silhueta e mostrassem que ela “não podia ser domada” e que estava no “caminho da liberdade”. Pela primeira vez, o público via a cantora utilizando da moda como uma forma de expressar seus sentimentos – o que se tornaria um dos atributos mais marcantes de seu estilo ao longo dos anos.

‘Can’t Be Tamed’ é o despertar de um maior domínio e consciência corporal que reflete em suas escolhas fashion e vida pessoal. Para além das peças, o cabelo longo de Miley com apliques em tons de castanho e os olhos sempre bem marcados com sombra preta, explicitam os primórdios de uma imagem mais sensual e, ainda que tenha sido chocante é, também, bastante óbvia e não foge de nenhum padrão estético esperado para as mulheres.

‘Bangerz’ (2013)

estilo de Miley Cyrus
Foto: Reprodução/Instagram/@mileycyrus/IMDB

Ainda que a rebelião tenha começado de forma mais tímida três anos antes, é em ‘Bangerz’ que seu estilo muda radicalmente. Mais uma vez usando da alta-costura para evidenciar sobre quem se trata a nova Miley que o mundo conhecerá, a cantora investiu em um Pixie Haircut descolorido e mudou completamente seu guarda-roupas.

Croppeds, transparências, bodies bem cavados, paetê, joias e tudo aquilo de mais caro que ajudasse a sustentar seu novo estilo de vida luxuoso, grandioso e que tinha como propósito ser notado a qualquer custo. O branco e os tons de neon foram as cores mais presentes em suas peças durante o período. Para compor com as vestimentas, a artista deixou de lado sombras muito carregadas e passou focar a atenção de sua maquiagem nos lábios com a adoção de um batom vermelho vibrante, que virou sua marca registrada.

Outra tendência criada por ela durante esse fase foi a de Nipple Pasties – conhecidos popularmente no Brasil como “tapa mamilo”. Utilizado por ela em diferentes formatos, o acessório revolucionou o mundo da moda e passou a ser aderido não só pelo público mas também por outras celebridades.

‘Younger Now’ (2017)

estilo de Miley Cyrus
Foto: Reprodução/IMDB

É em ‘Younger Now’ que Miley adota uma personalidade mais calma e tranquila por livre e espontânea vontade pela primeira vez. Com menos maquiagem, a cantora mistura o pop e o country em um álbum que serve como símbolo de seu retorno para suas raízes caipiras do Tennessee.

Botas, cintos de fivelas metalizadas, chapéu, cabelo na altura dos ombros e deixando as químicas de lado, maquiagens que são como nuvens que adornam seu rosto, tons pastéis e conjuntos bordados bem no estilo Dolly Parton (de quem é sobrinha e até lançou uma música junto para o disco chamada ‘Rainbowland’) são algumas das principais características do estilo de Miley Cyrus em 2017.

‘She Is Miley Cyrus’ (2019)

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Foto: Reprodução/Instagram/@mileycyrus/IMDB

O álbum só teve a primeira de três partes lançadas por enquanto, a ‘She Is Coming’, e seu estilo dá sinais sobre como deverá ser o restante do projeto. Calças de couro sintético e vinil, regatas cropped lisas em tons escuros e vibrantes e joias pesadas em ouro mostram que a artista pode estar se preparando para uma Era rock’n’roll. Seu mais novo corte de cabelo mullet, muito popular entre os roqueiros mais tradicionais, também serve de pista sobre as canções que estão previstas para serem lançadas ainda esse ano.

Foto: Reprodução/IMDB

O fato é que, muita gente espera de Miley Cyrus que ela escolha aquilo que ela quer ser, que estilo musical quer seguir, quem são suas referências, que ela invista mais nas próprias músicas em vez de fazer covers e uma série de outras cobranças que surgem na cabeça de um público que sente que tem controle sobre ela já que a acompanha há tanto tempo e desde nova. No entanto, é possível dizer que não há artista mais autêntica entre os grandes nomes que disputam os primeiros lugares nas paradas musicais.

Mesmo que muito distante da realidade da maioria de seus fãs, o estilo de Miley é o mais próximo daquilo que podemos chamar de real. Quem é que não muda um pouco com um término, com uma dose de experiências novas ou com a influência das pessoas que está convivendo mais? Muito se questiona sobre quando ela consolidará a maneira de vestir-se, mas a verdade é que isso não é tão necessário. Cyrus já provou que dita tendências independentemente de qual é sua personalidade no momento e que, apesar de compartilhar esse processo com milhões de pessoas, essas descobertas sobre a própria individualidade são tão singulares quanto as dezenas de versões que já conhecemos dela até agora.