Bastidores de shooting da Harper’s Bazaar Coréia – Foto: Arquivo Harper’s Bazaar

Por Diogo Rufino Machado

No último dia 4 de novembro, a implementação do 5G foi leiloada pelo governo brasileiro. A previsão é que ele seja implementado em todas as capitais até julho de 2022. E, com certeza, sua chegada impactará toda uma forma de produzir, consumir e fazer moda. Todos, sem exceção, dentro dessa cadeia serão impactados.

A linha tênue entre o real e o virtual está cada vez menor. Estaremos mais conectados, a velocidade de navegação será maior, a resposta será mais rápida e perderemos menos tempo para fazermos o que desejamos, ou seja, gastaremos menos energia com isso. Com tudo isso, experimentaremos outras realidades em tempo real.

O 5G é a quinta geração de internet e ela possibilitará ir além de tudo já visto. Se o 1G permitia a comunicação por voz, o 2G por texto, o 3G o armazenamento de dados e o 4G, vídeos, o 5G permitirá mais interatividade por meio de conteúdos 3D, em tempo real. Algo que já estamos experimentando em meio ao surgimento de metaversos, wearables e realidades expandidas.

Na moda, além de coleções, avatares, desfiles e peças totalmente virtuais devem se popularizar. Poderemos vestir essas peças em dois tempos: real e virtual. Além do mais, o avatar e o metaverso vão aproximar cada vez mais o mundo virtual do consumidor. As vendas poderão totalmente imersivas, em espaços inimaginados, com peças que mistura realidade com ficção.

Assim já o fez o Zebra Studio, com peças que misturam materiais inimagináveis a peça tangíveis, e também Lucas Leão, que protagonizou o primeiro desfile de peças virtuais da América Latina.

Ao 5G cabe ser o meio de propagação para tudo isso e, com certeza, será. Com a sua chegada experimentaremos algo novo, inimaginável e, com certeza, impactará as artes, a moda, o consumo e a tecnologia. Viveremos um mundo digital imersivo, com realidade expandida e aumentada.